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BIOPEIXE COMEÇA NO CEARÁ
Máquina de biopeixe é o nome do projeto que transforma resto de pescado em biocombustível. Uma dessas máquinas começou a funcionar esta semana em Fortaleza, na Fundação Núcleo de Tecnologia Industrial do Ceará. Lá, resíduos da pesca de tilápia em açudes vão ser transformados em óleo de peixe destinado à produção de biodiesel.

Tripla vantagem
Três vantagens na máquina de biopeixe: destinação mais adequada do lixo da pesca, aumento de renda para os pescadores, aumento de oferta de combustível limpo, dentro do Programa Nacional de Produção e Uso do Biodiesel.

Em escala
A máquina, desenvolvida no Nutec cearense, está em processo de transferência de tecnologia para futura produção em escala comercial. O Banco do Nordeste financiou a pesquisa e acordo entre a Petrobras Biocombustível e o Ministério da Pesca e Aquicultura vai apoiar esse e ouros programas cooperativos com foco no aproveitamento de matéria-prima residual do pescado.

Lixo recolhido
O Brasil é líder mundial da reciclagem de latas de alumínio e quer repetir o desempenho com vidro, plástico e papel. A Secretaria de Serviços e a Autoridade Municipal de Limpeza Urbana (Amlurb), da cidade de São Paulo, instalou diversos Pontos de Entrega Voluntária para receber esses e outros materiais recicláveis.

PEV paulistano
PEV é uma grande caixa verde, em forma de contêiner fechado, com capacidade para 2.500 litros cada. O material depositado é coletado pelas empresas encarregadas pela limpeza pública da cidade e encaminhado para centrais de triagem, onde operam cooperativas conveniadas, que fazem a separação e revenda do material.

Saco vazio
Informa o Instituto Nacional de Processamento de Embalagens Vazias, entidade criada pelos fabricantes de agrotóxicos: janeiro a outubro, seu programa Sistema Campo Limpo (coleta de embalagens vazias de agrotóxicos) encaminhou para depósitos ambientais corretos 31,6 mi toneladas dessas embalagens, volume 6% maior que o do mesmo período em 2011. Desde 2002, quando começou a campanha, foram recolhidas 234,5 mil.

Bituca/adubo 1
A Prefeitura de São Paulo pode começar um serviço de reciclagem de bitucas de cigarro para produção e adubo. As bitucas são recolhidas das ruas, de caixas coletoras, restaurantes, empresas, universidades, centros de exposição etc.

Bituca/adubo 2
A Secretaria Municipal de Coordenação das Subprefeituras estuda o projeto. O serviço é prestado por uma empresa privada e, se for aceito, será levado inicialmente a 20 locais públicos. Segundo a empresa, uma bituca demora até 24 meses para se decompor no ambiente. O processo de transformação em adubo, 15 dias.

NR
Reeditado, com acréscimos




22 novembro 2012


TAXA DE DESEMPREGO CAI A 5,3%
Boa notícia: a taxa de desocupação de outubro foi de 5,3%, a menor para esse mês em dez anos e até levemente menor que a de setembro (5,4%), informa o IBGE. Mas ficou menor que a de um ano antes (5,8%), ainda em níveis praticamente estáveis.

Desocupados
A população desocupada, 1,3 milhão de pessoas, também parece ser a mesma, tanto em comparação com a de um mês antes como com a de um ano antes, nas regiões metropolitanas pesquisadas (Recife, Salvador, Belo Horizonte, Rio de Janeiro, São Paulo e Porto Alegre).

Ocupados
A população ocupada nessas áreas, 23,4 milhões, foi quase 1% maior que a de setembro e 3% maior que a de outubro 2011, o que significa que 684 mil pessoas encontraram alguma ocupação nesse intervalo de 12 meses.

Carteira assinada
São 11,5 milhões os trabalhadores com carteira assinada no setor privado, praticamente o mesmo número de setembro e 3,2% mais que um ano antes. Nesse período, foram assinadas 356 mil carteiras de trabalho.

Ordenado
Em outubro, o rendimento médio real habitual dos ocupados foi de R$ 1.787,70, o mais alto desde março e quase o mesmo de setembro, mas 4,6% maior que o de outubro do ano passado.

Ordenados
Subiu a R$ 42,2 bi a massa de rendimento real habitual dos ocupados, 1,6% mais que em relação e 7,9% mais que em outubro 2011.

Mais da metade
O nível de ocupação (proporção de pessoas ocupadas em relação às pessoas em idade ativa) foi estimado em outubro em 55,0% (54% um ano antes).

Mais contratações 1
Comparando outubro deste ano com o do ano anterior, aumentou o emprego nos setores da construção (8,5%), educação saúde, administração pública (4,8%), comércio, reparação de veículos automotores e de objetos pessoais e domésticos e outros serviços (ambos 4,0%). Ficou praticamente na mesma o emprego na indústria (0,9%) e em serviços a empresas (0,7).

Mudando de emprego
Detalhe: caiu o número de domésticos (-1,6%), o que parece indicar troca desse serviço por empregos em outras atividades. Em um ano, deixaram de ser empregadas domésticas 25 mil pessoas.

Mais contratações 2
De um outubro para outro, os setores da educação, saúde e administração pública contrataram 177 mil pessoas nas regiões pesquisadas pelo IBGE, seguindo-se, como principais empregadores, comércio (167 mil), outros serviços (161 mil), construção civil (144 mil). Em menor escala, a indústria (32 mil) e os serviços a empresas (27 mil).

Os mesmos direitos 1
A Câmara dos Deputados aprovou (359 x 2) a extensão de direitos trabalhistas da CLT a empregados domésticos, além dos já concedidos (férias, 132º salário e licença maternidade). Se for aprovada em segundo turno, a proposta de emenda constitucional dará a esses trabalhadores direitos como jornada de trabalho de 8 horas diárias (44 horas semanais) e pagamento de horas extras.

Os mesmos direitos 2
Outros, como FGTS, seguro contra desemprego e acidentes de trabalho, direito a creche e pré-escola para filhos e dependentes até seis anos de idade, adicional noturno e salário família, dependerão de regulamentação.

Os mesmos direitos 3
Segundo o IBGE, 7,2 milhões de brasileiros eram empregados domésticos em 2009, representando 7,8% do total das ocupações - a maioria (93%), mulheres.

Novo salário mínimo
O Executivo enviou ao Legislativo os novos parâmetros econômicos para o Orçamento da União em 2013. Com a revisão do INPC de 5% para 5,63%, o valor do salário mínimo previsto para vigorar em 1º de janeiro passou de R$ 670,95 para R$ 674,95.

Novos parâmetros
Na atualização dos parâmetros econômicos, caiu a estimativa para da Selic média neste ano de 8,86% para 8,52% ao ano, e de e 8,03% para 7,28% em 2013 no próximo ano. A previsão de crescimento da massa salarial passou de 10,87% para 12,37%. O impacto do novo mínimo sobre os gastos previdenciários e assistenciais será de R$ 1,243 bi.






21 novembro 2012


ATACADO TERÁ CÁLCULO ATUALIZADO
No ano que vem, a FGV vai atualizar as ponderações usadas no cálculo do Índice de Preços ao Produtor Amplo, o atacado. Serão considerados valores médios mais recentes (2008/ 2010) que os atuais (2005/ 2007) e a atualização começará pelas séries de preços de produtos agropecuários, industriais (dos setores de transformação e extrativo). Cada série e produto receberá ponderação nova, de acordo com as participações médias no valor adicionado bruto, calculado pelo IBGE nas contas nacionais, das quais se extrai o PIB.

A maior
Dólar valendo R$ 2,095 no fechamento do mercado, com alta de 0,58% nesta quarta-feira, marca o pico do ano, a maior cotação os R$ 2,111 de 15 de maio 2009. O real acompanhou a desvalorização de moedas similares e também foi afetado pela especulação sobre a possibilidade de o Banco Central ter elevado os limites da banda informal, de R$ 1,70 a R$ 2.

Bola de cristal
Este mês, o varejo deve estar vendendo 9,2% mais que em novembro 2011. E em dezembro, vai vender 9% mais que um ano antes. Em janeiro, com as férias, o avanço será menor, 7%, sempre em comparação anual. É o que aponta o Índice Antecedente de Vendas, elaborado pelo Instituto para Desenvolvimento do Varejo. Em todo o ano passado, o varejo vendeu 6,7% mais que em 2011. E 2012 deve repetir esse desempenho.

Outubro
Em outubro, o varejo teve alta de 4,5% sobre as vendas de outubro 2011. Como em setembro, o crescimento ocorrido no mesmo número de lojas, o chamado conceito mesmas lojas (as abertas há mais de um ano, com metade do peso total, segundo o IBGE) foi negativo (-2,16%). Ou seja, a expansão decorre da expansão da rede de lojas.

Novembro
Em novembro, está havendo retomada de crescimento real (0,18%) pelo conceito mesmas lojas, podendo fechar o mês com alta nominal de 8,9% em novembro.

Meio bilhão, quase
Informa a consultoria Gartner: 428 milhões de celulares foram vendidos no mundo no terceiro trimestre, 3,1% menos que um ano antes. Do total, 169,2 milhões (quase 40%) foram de smartphones, 46,9% mais que um ano antes.

6,6 bi este ano
O total de dispositivos móveis (voz e dados, como celulares, smartphones e tablets) em uso ao final deste ano é estimado em 6,6 bi, passando a 9,3 bi no fim do próximo ano, segundo estimativa da fabricante Ericsson, baseada em medições de tráfego de uma centena de redes móveis no mundo e em relatórios de órgãos reguladores de diferentes países.

Ritmo
O número de acessos a redes móveis deve passar de 1,5 bilhão este ano para 6,5 bilhões nos próximos quatro anos, a maioria por meio de celulares. O tráfego de dados dobrará a cada ano, segundo a mesma pesquisa.

Celulares 1
No terceiro trimestre deste ano, 40% de todos os celulares vendidos no mundo foram do tipo "inteligente". O total de conexões móveis foi de 6,4 bi e os usuários passavam de 4,3 milhões no mundo. Até dezembro, será de 1,1 bi o número de smartphones ativos, passando a 3,3 bi em 2018. A maior parte das novas adesões vai ocorrer em redes de 3G na região Ásia-Pacifico.

Celulares 2
Na média global, o número de usuários de telefonia celular cresce 9% ao ano; o de assinantes de banda larga móvel, 55%. No terceiro trimestre, 13 milhões de usuários aderiram às redes de banda larga móvel 4G. Até dezembro, serão 55 milhões.

Celulares 3
Com 1,1 bi de celulares ativos, as vendas na China foram as que mais cresceram no terceiro trimestre, com 38 milhões de novos dispositivos ou 35% das vendas globais dos aparelhos. Na região Ásia-Pacífico, foram vendidos 31 milhões de celulares, chegando a 1,2 bi os em uso.

Brasil 1
Na América Latina, foram vendidos 14 milhões de celulares nesse período - a maioria (64%) no Brasil. São 676 milhões os celulares em uso nos países latino-americanos. No Brasil, a Anatel diz que eram 259,2 milhões as linhas móveis ativadas ao final de outubro, com mais de 436 mil novas habilitações no mês, ou 0,16% mais que em setembro.

Brasil 2
A teledensidade (número de linhas para cem habitantes) aumentou de 131,56 em setembro para 131,70 no mês passado. Dos celulares em uso, 209,8 milhões são do tipo pré-pago (81% da base de acessos) e 49,4 milhões, pós-pago (19%).

Brasil 3
Os terminais de acesso a redes de banda larga móvel 3G, incluindo modems portáteis para computadores e máquinas para pagamento com cartões de crédito e débito somaram 59 milhões até o fim de outubro.

Disparidades
Informa a Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico: o PIB dos 34 países do grupo cresceu 0,2% anualizados ao final do terceiro trimestre, repetindo o resultado do trimestre anterior. Houve maior dinamismo nos EUA (+2,3%), no Reino Unido e na França, desaceleração na Alemanha e no Japão, e recuo na Itália (-2,3%).






20 novembro 2012


A VEZ DA FRANÇA
A Moody's rebaixou a nota da dívida de longo prazo da França, de AAA para AA1. No começo do ano, também a Standard and Poor's fizera o mesmo. Explicação: as "perspectivas econômicas de longo prazo estão afetadas de forma negativa por múltiplos desafios estruturais, com perda de competitividade gradual, mas contínua, e a falta de flexibilidade no mercado trabalhista, de bens e de serviços".

Não procede
O governo do socialista François Hollande retrucou, dizendo que fundamentos da economia são bons e as reformas estão sendo realizadas na França.

Sem exagero
Para o governo da Alemanha, o rebaixamento é um alerta para todos os países, mas pediu cautela ao que chamou de excesso de dramatização do corte.

Na defesa
O primeiro-ministro da Itália, Mario Monti, afirmou que a Eurozona supera sua crise da dívida e está determinada a preservar a moeda única. "Mais que uma moeda, o euro é símbolo da integração europeia", disse.

Queda mais suave
O PIB da Espanha ensaia fechar o ano em queda de menos que o 1,7% antes previsto, disse o primeiro-ministro Mariano Rajoy, já havendo "pequenos sinais de melhora" que levarão a melhor desempenho em 2013. Melhoras citadas: aumento nas vendas de imóveis e eletrodomésticos.

Recessão
O PIB da Zona do Euro retrocedeu 0,1% no terceiro trimestre, depois de ter caído 0,2% no trimestre anterior, segundo o Eurostat.

Greve geral
Greve nacional na Argentina, nesta terça 20 de novembro, convocada pela Central Geral dos Trabalhadores e pela Central de Trabalhadores Argentina, contra a inflação, por mudanças no piso para cobrança de imposto de renda e por aumento no salário mínimo.

Desemprego
O Indec, instituto de estatísticas argentino, calcula em 7,6% a taxa de desemprego no país no terceiro trimestre (7,2% no primeiro e 7,1% no segundo). Um ano antes, estava em 7,2% da população economicamente ativa.

Deflação
Boa notícia: na prévia dos dez dias entre 21 de outubro e 10 de novembro, a FGV detectou deflação no Índice Geral de Preços-Mercado (IGP-M): -0,16%, sobre alta de 0,15% no mesmo período do mês anterior. No atacado, a deflação foi de -0,35%, compensando altas de 0,23% no varejo e de 0,17% na construção civil. No mesmo período do mês anterior, todas as taxas estavam em alta: 0,01% no atacado, 0,52% no varejo e 0,21% na construção civil. Vamos melhorando.

O melhor ano
Para a Secretaria-Geral da Presidência, 2013 será o melhor ano da gestão Dilma Rousseff, com projetos amadurecendo e favorecendo a gestão econômica.






19 novembro 2012


PIBINHO ESTE ANO: 1,52%
No boletim Focus desta semana, analistas das principais instituições financeiras ouvidas pelo Banco Central, rebaixaram a previsão de aumento do PIB, este ano, de 1,54% para 1,52%, e de 4,00% para 3,96% em 2013. Para a produção industrial, aumentou a projeção de queda este ano (de -2,32% para -2,39%), mas melhorou a estimativa de avanço no ano seguinte (de 4,10% para 4,15%).
Leia PIBINHO ESTE ANO?

Próximo PIB
O PIB já está crescendo entre 4% e 5% ao ano, em ritmo anualizado neste quarto trimestre, segundo dados recentes do Banco Central, destaca o Ministério da Fazenda. Para 2013, o avanço será de 4,5%, de acordo com o Orçamento da União.

PIB chileno
Informa o BC do Chile: o PIB cresceu 5,7% no terceiro trimestre sobre o de 2011. De janeiro a setembro, a alta acumulada é de 5,6%.

Inflação cai
Para a inflação deste ano, o Focus indica IPCA de 5,45% (antes, 5,46%), IGP-M de 7,57% (antes, 7,60%) e IGP-DI de 7,70% (antes, 7,81%). Para 2013, IPCA de 5,39% (antes, 5,40%), IGP-M de 5,16% (antes, 5,17%) e IGP-DI de 5,17% (antes, 5,16%).

Juros ficam
A Selic não mudará nesta última reunião do Copom, (dias 26 e 27) e permanecerá em 7,25% ao ano até também o fim de 2013, diz o Focus, que calcula em 8,47% a taxa básica média deste ano e em 7,25% a de 2013.

Dívida & déficit
No Focus, não foram alteradas as estimativas sobre o peso da dívida líquida do setor público sobre o PIB: 35,20% este ano e 34% no seguinte. Mas caiu a previsão sobre o déficit em transações correntes neste ano (de US$ 55,0 bi para US$ 54,6 bi) e no próximo (US$ 66,320 bi para US$ 65 bi). E subiu a projeção para o saldo comercial: de US$ 18,9 bi para US$ 19,2 bi este ano e de US$ 15,4 bi para US$ 15,5 bi no seguinte.

De fora
O ingresso de Investimento Estrangeiro Direto deve fechar os dois anos em US$ 60 bi, cada, como antes estimado. Há um mês, esperava-se menos para este ano (US$ 59,6 bi).

Câmbio
O que subiu foi o cálculo da taxa de câmbio no fim de cada ano: neste, de R$ 2,02 para R$ 2,03 e, no próximo, de R$ 2,01 para R$ 2,02. Este novembro fecha com dólar valendo R$ 2,03.









14 novembro 2012


PIBINHO ESTE ANO?
Saiu o Índice de Atividade Econômica do Banco Central, o IBC-Br, que antecipa a evolução do PIB: recuo de 0,52% de agosto para setembroi, com dados dessazonalizados. No acumulado do ano, a expansão é de 0,92% sobre o mesmo período de 2011, também dessazonalizada. E em 12 meses, nos mesmos termos, a alta é de 0,98%.

A primeira
Foi a primeira queda do IBC-Br desde março (-0,18%) e a maior retração do índice desde outubro 2011 (-0,58%). O índice do BC leva em conta o desempenho da agropecuária, da indústria e dos serviços, mais impostos sobre produtos.

Setembro melhor
Na comparação setembro/setembro, o IBC-BR teve alta de 2,39%. E de agosto para setembro, sem ajuste sazonal, queda de 4,68%. No terceiro trimestre, o IBC-Br continuou em alta, 1,15% agora, sobre 0,61% no segundo e 0,26% no primeiro trimestre.

Neste ano
De janeiro a setembro deste ano, sobre a do ano anterior, a elevação é de 1,20% (sem ajuste sazonal). O Ministério da Fazenda prevê PIB aumentando 2% este ano (menos que os 4% e 3% antes previstos). O BC projeta 1,6% de avanço (menos que os 2,5% anteriores). O mercado financiero, 1,54%.

Antes
Em 2011, o PIB cresceu 2,7%. Em 2010, tinha avançado 7,5%, depois do recuo de 0,3% em 2009.

Genéricos avançam
Informa a Associação Brasileira das Indústrias de Medicamentos Genéricos (PróGenéricos): no terceiro trimestre, em comparação com o mesmo período de 2011, a venda de medicamentos genéricos cresceu 16,6% em volume, passando de 154,1 milhões de unidades para 179,7 milhões, segundo dados do IMS Health, instituto auditor do mercado farmacêutico global. O faturamento, na mesma comparação, cresceu 21%, de R$ 2,3 bi para R$ 2,8 bi.

Alerta
Detalhe: essa foi a menor expansão em um terceiro trimestre desde 2001, quando os genéricos começaram a ser vendidos no mercado brasileiro. E, se o resultado segue sendo bastante positivo para o setor, chama a atenção pelo ritmo menor de avanço, por "algum reflexo de desaquecimento econômico ou comprometimento da renda".

Ritmo menor 1
No acumulado do ano até setembro, a venda de genéricos cresceu 19,8% em unidades este ano: menos que em 2011 (31,8%) e 20120 (32,8%).

Ritmo menor 2
O mercado farmacêutico total também perdeu ritmo no terceiro trimestre: foram vendidos 680,6 milhões de unidades neste ano, com alta de 12%, abaixo dos 13% de avanço no terceiro trimestre do ano passado sobre o do ano anterior.

Boa fatia
A participação dos genéricos no mercado total continua a aumentar: 26,6% do total este ano e 25,6% um ano antes. Essa fatia deve chegar a 30% ao final de 2013. Segundo a ProGenéricos, a venda desses medicamentos, desde sua criação, resulta em economia equivalente a R$ 30,4 bi aos consumidores brasileiros até agora. As associadas da Pró Genéricos concentram mais de 90% das vendas do segmento.









13 novembro 2012


NOVIDADE DA FGV: EMPREGO
Saiu o primeiro Indicador Antecedente de Emprego, elaborado pela FGV para antecipar movimentos do mercado de trabalho: em outubro, alta de 2,4%, confirmando a primeira sinalização de aceleração da oferta de emprego, observada em setembro (3,4%), depois de resultados negativos desde maio, nas comparações com o mês anterior. O indicador é montado com base em informações extraídas das sondagens sobre indústria, serviços e consumo do Instituto Brasileiro de Economia e será divulgado mensalmente.

E o comércio vai indo 1
Informa o IBGE: em setembro, o comércio varejista superou as vendas de agosto em 0,3% e a receita nominal em 1,0%. Em relação aos resultados de um ano antes, o volume agora foi 8,5% maior e receita nominal, 12,9% maior. De janeiro a setembro, os aumentos foram de 8,9% e 12,1%, sobre o mesmo intervalo em 2011. Nos últimos 12 meses, 8,1% e 11,5%, sempre na mesma ordem.

E o comércio vai indo 2
Quanto ao chamado varejo ampliado, que inclui as vendas de veículos e de material de construção, o IBGE apurou queda de 9,2% no volume e de 6,1% na receita nominal sobre agosto, mas aumento de 2,0% e de 3,6% sobre as de um ano antes. Na comparação dos acumulados janeiro-setembro, o deste ano teve alta de 7,8% no volume e de 9,0% na receita sobre o de 2011. Em 12 meses, as altas foram de 6,6% em volume e de 8,1%, na mesma base de comparação.

Os mais 1
Na comparação setembro/setembro, o varejo teve expansão em todo o Brasil, com as maiores taxas ocorrendo em Roraima (28,0%), Amapá (25,9%), Mato Grosso do Sul (20,9%), Espírito Santo (11,4%) e Mato Grosso (11,3%).

Os mais 2
Considerando a fatia de cada Estado na composição da taxa do comércio varejista, os destaques de alta foram, pela ordem, São Paulo (10,9%), Minas (7,0%), Rio Grande do Sul (7,1%) Bahia (9,1%), e Rio (3,1%).

Os menos
Incluindo veículos e material de construção (varejo ampliado), o IBGE verificou crescimento em 16 dos 27 Estados, com destaque para as taxas negativas do Acre (-6,6%), de Tocantins (-2,1%), do Rio (-1,6%), de Santa Catarina (-4,7%), da Paraíba (-3,4%), do Distrito Federal (-1,1%) e de Sergipe (-1,3%).

Pra cima
As vendas de hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo cresceram 9,4% em setembro, sobre as de um ano antes - este foi o principal fator da alta (53% de participação).

Pra baixo
E as vendas de veículos, motos, partes e peças teve o pior desempenho de setembro, com queda de 9,5% sobre setembro 2011 e de 22,6% sobre agosto 2012, por causa da antecipação de compras ao final do prazo de fim de benefício fiscal, depois prorrogado até dezembro.





12 novembro 2012


JAPÃO EM RECESSÃO?
O PIB anualizado do Japão se contraiu em 3,5% no terceiro trimestre, o primeiro negativo do ano e o pior desempenho desde o terremoto de março 2011, por conta de recuo em exportações, consumo e investimento. No período julho-setembro, queda real de 0,9%, depois de alta de 0,3% no anterior. Para o governo japonês, é possível que o país esteja em recessão.

PIB do Brasil
O PIB do Brasil, segundo analistas do mercado financeiro ouvidos no boletim Focus, divulgado todas as segundas-feiras pelo Banco Central, vai crescer 1,54% este ano e 4% no seguinte - como na edição anterior. Para a produção industrial, aumentou o recuo previsto para este ano (de 2,31% para 2,32%) e diminuiu a expansão esperada para o próximo (de 4,15% para 4,10%).

Brasil vai bem
Segundo o indicador antecedente de atividade econômica dos 34 países membros da OCDE, a posição do Brasil melhora: subiu de 99,4 para 99,5 pontos, entre agosto e setembro. A dos EUA passou de 100,8 para 100,9; a da China continuou em 99,4 e a do Canadá, em 99,7.

Juros
A reunião do Comitê de Política Monetária de 27 e 28 deste mês vai manter a Selic em 7,25% ao ano e, a o final de 2013, a taxa está no mesmo nível - antes, esperava-se alta para 7,63% anuais.

Dólar
Quanto ao dólar, o Focus manteve a estimativa de cotação, ao final deste ano, de R$ 2,02 e de R$ 2,01 em 2013. A previsão para o saldo comercial subiu de US$ 18,2 bi para US$ 18,9 bi este ano e de US$ 15 bi para US$ 15,4 bi em seguida.

Mais
Outras previsões: a relação entre a dívida líquida do setor público e o PIB segue em 35,2% e 34%, nos dois anos. O déficit em transações correntes deste exercício baixou de US$ 55,7 bi para US$ 55 bi e de US$ 65,9 bi para US$ 66,3 bi em 2013. A previsão de ingresso de investimento estrangeiro direto manteve-se em US$ 60 bi em cada ano.

Inflação 1
Voltou a crescer a expectativa de inflação, no Focus: o IPCA fechará 2012 em 5,46% (antes, em 5,44%). Para 2013, a projeção foi mantida em 5,40%. As projeções para os IGPs caíram: no IGP-DI, o ano termina em 7,81% (antes, em 8,34%) e no IGP-M, em 7,60% (antes, em 7,92%) Para 2013, a estimativa para o IGP-DI recuou de 5,17% para 5,16% e, para o IGP-M, subiu de 5,16% para 5,17%.

Novembro & dezembro
O cálculo para o IPCA de novembro caiu de 0,51% para 0,50%. Para dezembro, caiu de 0,52% para 0,51%. O dólar fecha novembro em R$ 2,03.

Classe C
Saiu o Índice de Preços ao Consumidor - Classe 1, para famílias com renda de até 2 mínimos e meio: alta de 0,59% em outubro, acumulando 7,22% em 12 meses. O IPC Brasil foi de 0,48% em outubro e 5,97% em 12 meses.

Menos pressão
Boa notícia é que foi menor a pressão de aumento de custos, para essas famílias no mês passado em dois componentes importantes, alimentação (de 1,59% para 1,07%) e habitação (de 0,37% para 0,33%.

Mais pressão
Tiveram acréscimo as variações de transportes (de 0,04% para 0,24%) e educação, leitura e recreação (-0,05% para 0,44%), comunicação (de 0,41% para 0,67%), despesas diversas (de 0,22% para 0,38%), vestuário (de 0,63% para 0,75%) e saúde e cuidados pessoais (de 0,33% para 0,37%).






9 novembro 2011


ENERGIA MAIS CARA
Em outubro, o preço da energia elétrica de fonte convencional para entrega no curto prazo para o Sudeste/Centro-Oeste teve alta de 52% sobre o mês anterior, chegando a R$ 281,34 por MWh (megawatt hora), informa a consultoria Brix, que elabora o índice Brix Convencional com base em dados da Câmara de Comercialização de Energia Elétrica.

Seca explica
A causa do aumento é o baixo índice pluviométrico, segundo a consultoria Brix. Em setembro, o preço médio fora de R$ 182,94/MWh. No começo de novembro, o nível dos reservatórios no Sudeste/Centro-Oeste oscilou em torno de 35%,abaixo dos 48% de novembro 2007, período que antecedeu o pico de preços (R$ 500/MWh em janeiro 2008).

Baleia Azul
Iniciada a produção do projeto pré-sal de Baleia Azul, por meio do FPSO Cidade de Anchieta, o primeiro projeto desenvolvido com foco exclusivo para o pré-sal no Espírito Santo, considerado fundamental para atingir a curva de produção prevista no plano de negócios da Petrobras até 2016.

Em queda
Dados do IBGE, agregados pela entidade do setor eletroeletrônico, a Abinee, apontam queda na produção física de 9,7% de janeiro a setembro deste ano. Na comparação de setembro/setembro, a baixa sobe a 12,4%. No setor eletrônico, a queda no ano é de 12,8% e de 17,4% na comparação dos dois setembros: no setor elétrico, de 3,8% e 1,9%, na mesma base.

Cimento
Informa o Sindicato Nacional da Indústria de Cimento: as vendas do produto no mercado interno somaram, em outubro, 6,2 milhões de toneladas, com aumento de 9,8% sobre as de um ano antes. Pela média diária, o resultado é negativo em 2,1 % sobre setembro. No acumulado do ano, os 57,4 milhões de toneladas vendidas superaram em 8% o total do mesmo intervalo em 2011. As importações de cimento este ano somam 714 mil toneladas, ou 14% menos que em igual período do ano anterior.

Menos salário, mais trabalho 1
Nos 12 meses terminados no primeiro decêndio de novembro, a mão de obra na construção civil teve reajuste de 9,48%, segundo a prévia do IGP-M, medido pela FGV. Pode ser que esta alta mude um pouco a situação dos trabalhadores desse setor, cujos rendimentos são menores, mesmo com as jornadas de trabalho mais extensas em relação à média dos brasileiros.

Menos salário, mais trabalho 2
É o que revela estudo do Dieese, com base em dados do seu Sistema de Pesquisa de Emprego e Desemprego, de 2011, referentes às regiões metropolitanas de Belo Horizonte, Fortaleza, Porto Alegre, Recife, Salvador, Distrito Federal e São Paulo.

Menos salário, mais trabalho 3
No ano passado, o salário do trabalhador da construção civil variou entre a mínima de R$ 857, paga em Fortaleza, e a máxima de R$ 1.707, paga no Distrito Federal. Na média das sete regiões, a jornada de trabalho vai de 41 a 43 horas semanais, com pico no Recife (47 horas).

Pedro pedreiro
Detalhes da pesquisa: mulheres já são quase 10% dos empregados em obras de edifícios, infraestrutura e serviços. Na média de todos, 40% têm entre 40 e 59 anos. Mais de 60% são chefes de família. A construção civil emprega mais de 1,4 milhões de trabalhadores nas regiões pesquisadas, o que representa 7,5% do total de postos de trabalho.

Cenários 1
Saiu mais um Boletim Regional do Banco Central, no qual se prevê intensificação do ritmo da economia ao longo deste segundo semestre, mesmo sob o peso do cenário externo negativo. Para o BC, isso será compensado pelas políticas de estímulo tomadas pelo governo. Depois do crescimento de 0,4% no segundo trimestre, o banco já vê "robustez da demanda doméstica", mesmo se "com alguma assimetria entre os diversos setores".

Cenários 2
O "complexo ambiente internacional" se transmite, "entre outros canais, via confiança, fluxos de comércio exterior e de investimentos". De outro lado, "tendem a prevalecer os efeitos favoráveis de impulsos monetários, fiscais e creditícios introduzidos na economia", diz o BC.






8 novembro 2012


 



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