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SERVIÇOS COM BONS NEGÓCIOS
Palavra da FGV: depois de quatro meses em baixa, melhorou o ânimo entre as empresas de serviços, de julho para agosto. O Índice de Confiança de Serviços (ICS) saiu de 129,5 para 134,8 pontos, nesse intervalo, avançando 4,1%. Com isso, o ICS voltou ao patamar da média do período pré-crise, entre junho e agosto de 2008, mesmo se ainda ficou abaixo do recorde do ano, os 135,5 pontos de março.

Bom, agora
Na formação do índice, a melhora foi maior na avaliação da situação atual (7,3%, de 113,5 para 121,8 pontos, o terceiro maior nível da série, mas ainda inferior aos 124,9 de agosto 2008). Neste item, a maior satisfação é com o nível de demanda (alta de 103,2 para 112,5 pontos, o segundo maior nível da série, abaixo apenas dos 116,0 de junho 2008).

Boa demanda
A FGV ouviu 2.149 empresários e 23,3% avaliaram a demanda atual como forte (fraca para 10,8%); um mês antes, a situação era boa para 18,6% deles e insatisfatória para 15,4%.

Bom, depois
A perspectiva futura avançou apenas 1,6%, de 145,5 para 147,8 pontos, e o melhor é que superou levemente (0,5 ponto) a média do período pré-crise. Há acomodação, também, pois em agosto esse indicador ficou 4,3 pontos abaixo da média do primeiro trimestre de 2010, tempos de economia bastante aquecida.

Bons negócios
A projeção de negócios para os próximos seis meses evoluiu favoravelmente, com avanço de 1,7%, para 148,1 pontos - ou seja, só 0,9 ponto abaixo dos 149,0 pontos de antes da crise (149,0 pontos). Dos entrevistados, 4% preveem piora (antes, 3,3%) e 52,1%, melhora (antes, 48,9%).

Computadores: 17%
No segundo semestre, a venda de computadores pessoais no mundo deve fechar com aumento anualizado de 17% sobre o resultado de um ano antes, projeta a IDC, consultoria de tecnologia da informação e telecomunicação. Até 2008, ano da crise global, o setor crescia à taxa média anual de 14%. Com o reaquecimento das economias, a partir do final do quarto trimestre de 2009, o mercado reagiu e avançou 25% no começo de 2010.

Os queridinhos 1
Netbooks e notebooks seguirão à frente como os preferidos do consumidor, mas já com aumento da pressão do tablet da Apple, o iPad. Os PCs de mesa também vão ter voa demanda, com a troca de equipamentos empresariais.

Celular & fixo
De 1992 para 2009, informa o IBGE, aumentou significativamente (de 19% para 84,9%). o percentual de domicílios brasileiros com telefone móvel e/ou fixo. Desde 2001, cai o percentual de domicílios com apenas telefone fixo convencional (queda de 22 pontos percentuais) e cresce o das casas com apenas telefone móvel celular (aumento de 33,5 pontos percentuais).

PC & internet
Mais: o microcomputador estava em 12,6% das residências, em 2001; no ano passado, em 35,1%. E, nesse período, aumentou de 8,5% para 27,7% o percentual de internautas residenciais. Também houve avanço de 21,5% no número de brasileiros que usou internet, ou o de 55,7 milhões para 67,9 milhões de pessoas, entre 2008 e 2009. Sobre 2005, o salto dos internautas foi de 112,9%.

Os queridinhos 2
A consultoria IDC elevou sua previsão de crescimento para o mercado de celulares, de 12,6% para 14,1%, efeito da crescente demanda por novos smartphones (como o iPhone 4, da Apple). Para estes produtos, previa-se expansão de 44%, agora revista para 55%. Para 2011, a estimativa é de mais 24,5%.

Otimismo no emprego
Pesquisa global sobre a expectativa de emprego, feita trimestralmente pela Manpower, a Employment Outlook Survey, mostra China, Taiwan, Índia e Brasil e à frente do mundo. Para a China, expectativa líquida de emprego apurada entre empresários é positiva em 47% e para o Brasil, em 37%, depois de Taiwan (40%) e Índia (38%). Foram ouvidos 62 mil empregadores de 36 países -50 no Brasil.

Brasil 1
No Brasil, os setores com maior previsão de contratações são o de finanças, seguros e imobiliário (49% para o terceiro trimestre e 53% para o quarto trimestre deste ano),o de serviços (52% para os dois períodos), transportes e serviços públicos (41% e 42%, pela ordem), comércio (43% e 40%). Houve queda nestes últimos, assim como na construção (43% e 31%), na indústria (35% e 27%), na agricultura (30% e 15). Cresceu a perspectiva na administração pública e educação (13% e 24%).

Brasil 2
Na comparação regional, empregadores do Rio e do Paraná estão entre os mais otimistas do país dentre os pesquisados, ambos com expectativa positiva de 41%. Em Minas, 38% e em São Paulo, 33%.

O que é
A expectativa líquida de emprego, explica a Manpower, é resultado da diferença entre as porcentagens positiva e negativa presentes nas respostas dos entrevistados quanto à expectativa de crescimento da empregabilidade no mercado de trabalho para o próximo trimestre. No caso do Brasil, 43% acreditam que aumentarão sua força de trabalho, e 6% prevê reduzir a mão-de-obra. Logo, a expectativa líquida de emprego no Brasil é de 37%.

Bancários: nova rodada
Trabalham em São Paulo, Osasco e região 130 mil dos pouco mais de 460 mil bancários de todo o País, informa o sindicato da categoria, em campanha salarial, cuja terceira rodada de negociações começa nesta quarta, dia 8 de setembro. O sindicato calcula que os clientes dos bancos pagam com tarifas um volume financeiro suficiente para cobrir 130% das despesas com pessoal. Entre as reivindicações, o aumento dos pisos salariais, para evitar a crescente rotatividade no setor, diz nota do sindicato. Pesquisa do Dieese indica serem os salários dos novos contratados em média 40% menores que os dos trabalhadores dispensados. Leia também NOVO RETRATO DO TRABALHADOR.

Agosto positivo
Com 329,1 mil veículos produzidos, agosto fechou em alta de 11,5% em 12 meses e de 3,4% em um mês. De janeiro a agosto, 2,410 milhões, ou 17,5% mais que no mesmo período de 2009, informa a Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea). Para todo 2010, a produção é estimada em 3,390 milhões, ou 6,5% mais que no ano precedente.

Carros, ônibus & caminhões
Em automóveis e comerciais leves, foram produzidas em agosto 307,9 mil unidades (9,1% mais em 12 meses), em caminhões, 16,860 mil (77,2%), em ônibus, 4,330 mil (35,7%). As vendas somaram 312,8 mil veículos no mercado interno, em agosto, alta mensal de 3,5% e de 21,2% em 12 meses. No acumulado do ano, 2,190 milhões, ou 10,1% mais na comparação com o mesmo intervalo de 2009. As exportações somaram US$ 1,138 bi em agosto (alta mensal de 0,8% e de 54,9% em 12 meses), acumulando, desde janeiro, US$ 8,032 bi (+63,7%) referentes a 489,236 mil veículos (+ 73,2% no ano).

Máquinas agrícolas
Foram produzidas 8.565 máquinas agrícolas em agosto (alta mensal de 0,2% e anual de 50,4%), acumulando no ano acréscimo de 53,5%, para 60.921 unidades. As vendas internas (atacado, 6.534 unidades) cresceram 1,6% de julho para agosto e 29,4% em 12 meses. No ano, alta de 45,7%, para 47.946 unidades. A exportação rendeu US$ 198,1 milhões em agosto (+0,9% no mês e +123% em 12 meses), acumulando no ano US$ 1,341 bi (+75,1%). Leia também RADIADOR FERVENDO.







3 setembro 2010

REAÇÃO EUROPEIA
Boa notícia na Europa: segundo a consultoria Markit Economics, a atividade do setor de serviços na Zona do Euro manteve, em agosto, ritmo de crescimento, passando de 55,8 para 55,9 pontos, entre julho e o mês passado. Os 50 pontos são a marca divisória entre retração e expansão. O avanço é maior na França e Alemanha e também na Itália e Irlanda, mas a Espanha teve leve recuo.

Varejo mais lento
E, segundo a Eurostat, o volume de vendas do varejo cresceu 0,1% na Zona do Euro e na União Europeia, de junho a julho, menos que de maio a junho (0,2% e 0,3%, pela ordem). Na comparação com um ano antes, o varejo avançou 1,1% na Zona do Euro e pouco menos, 1%, em todo o bloco.

Britânicos, pior
Na Grã-Bretanha, que não usa o euro, a Markit anotou menor ritmo no setor de serviços, que, em agosto voltou ao patamar de abril 2009. O índice Markit caiu de 53,1 para 51,3 pontos, entre julho e agosto, mas ainda na faixa que indica expansão. Abaixo dessa linha, o componente de emprego, que baixou de 49,7 para 46,9 pontos, o menor resultado em dez meses.

Chineses, melhor
Outro indicador divulgado é o do HSBC, referente ao setor de serviços chinês na China: alta de 56,3 para 57,6 pontos, entre julho e agosto, chegando ao maior valor em quatro meses.

Banho de loja
O Ministério de Indústria e Tecnologia da Informação da China está preparando uma lista das empresas que fabricam bens de baixa qualidade, informa a agência oficial Xinhua. Objetivo: melhorar a imagem dos produtos de exportação do país, tornando conhecidas as empresas que não seguem as normas relacionadas à qualidade. Detalhe: empresas com bom histórico nesse quesito vão ganhar prêmios.

Menos trabalho
Já nos EUA, o Departamento do Trabalho informa que agosto fechou com 54 mil postos de trabalho a menos, com a taxa de desemprego na casa de 9,6%. O corte de 114 mil trabalhadores temporários contratados para o Censo explica parte do recuo. No setor privado, ampliação, de 67 mil vagas.

Boa semana
Setembro começou com mais otimismo nos mercados acionários que ao final de agosto. Seus três primeiros dias fecharam uma semana de valorização das bolsas. No Brasil, a Bovespa acumulou ganhos de 1,67%, mesmo tendo fechado a sexta em baixa (0,19%), com 66.678 pontos de valorização. O PIB do segundo trimestre e muita demanda de ações da Petrobras movimentaram o pregão. No ano, a perda está em 2,79%. Nos EUA, Wall Street fechou a semana em alta de 2,934% pelo Dow Jones e de 3,75% no S&P.

Dólar em baixa, euro em alta
No mercado global, o dólar recuou frente o euro e a libra, mas avançou ante a moeda japonesa. Aqui, forte pressão vendedora levou a moeda a seu menor valor desde 8 de janeiro, R$ 1,731, acumulando perda de 1,25% na semana, e de 0,69% no ano. O euro terminou em R$ 2,235, com alta de 0,72% no dia e de 0,13% na semana. Mas, no ano, desvalorização de 6,56%.





2 setembro 2010

PIB EUROPEU: 1,8%
Este ano, o PIB da Zona do Euro fecha com crescimento de 1,4% a 1,8%, projeta o Banco Central Europeu (BCE), revisando cálculo anterior, que limitava a expansão à faixa de 0,7% a 1,3%. Para 2011, a previsão é de mais 0,5% a 2,3%. O BCE revisou as contas com base na informação da agência oficial de estatísticas Eurostat de avanço de 1% no PIB na região, entre o primeiro e o segundo trimestre. Amanhã, sexta, dia 3, o IBGE divulgará o PIB brasileiro no segundo trimestre do ano.

Juros: 1% ao ano
Também a estimativa de inflação europeia mudou: alta de 1,7% (antes, 1,5%) este ano e de 1,6% (1,4%) no seguinte. Mesmo assim, ainda abaixo da meta, de 2%. Por essas e outras, o BCE resolveu manter a taxa de juro em 1% ao ano e reafirmou a decisão de oferecer liquidez necessária ao mercado financeiro.

Brasil & China 1
No relatório da OMC sobre comércio mundial, destaca-se o ritmo de aumento das importações brasileiras, 56%, no segundo trimestre, em relação ao mesmo período de 2009. Foi mais que na China, onde as importações cresceram 44% no período. Mas o Brasil perde, quando se compara o ritmo de avanço das exportações: 41% lá e 29% aqui.

Brasil & China 2
Uma explicação: se o real valorizado facilita a compra e dificulta a venda, o yuan subvalorizado faz o caminho inverso. Detalhe: Brasil e China superaram o ritmo de crescimento das exportações globais (27%) e das importações (25%).

Indústria avança
De junho para julho, a produção industrial aumentou em 7 dos 14 locais pesquisados pelo IBGE, com destaque para Goiás (10,3%, recuperando quase toda a perda anterior, de 10,7%), seguido por Bahia (3,6%), Rio Grande do Sul (3,3%), Nordeste (1,7%), Rio de Janeiro (1,1%), São Paulo (0,5%) e Minas (0,1%). Na média nacional, a expansão foi de 0,4%. Tiveram resultados negativos Pará (-0,7%), Pernambuco (-1,2%), Amazonas (-1,3%), Ceará (-1,5%), Paraná (-2,9%), Santa Catarina (-2,9%) e Espírito Santo (-0,2%).

No ano 1
De janeiro até julho, alta nos 14 locais, especialmente no Espírito Santo (34,9%), seguindo-se Amazonas (26,4%), Minas (20,5%), Paraná (19,3%), Goiás (18,9%), Pernambuco (17,3%) e Ceará (16,5%), todos acima da média nacional, de 15%. Nestes Estados, o IBGE destaca avanços na indústria extrativa (minério de ferro), na de bens de consumo duráveis (televisores, celulares, fornos de microondas e motocicletas) e na metalurgia básica (ferronióbio, lingote, produtos de aço).

No ano 2
Logo abaixo, ficaram São Paulo e Nordeste (ambos com 14,1%), Bahia (13,8%), Rio Grande do Sul (10,8%), Rio de Janeiro (10,4%), Santa Catarina (10,3%) e Pará (8,1%), onde o IBGE notou o maior dinamismo nos setores de bens de capital e de bens de consumo duráveis, além de recuperação gradual das exportações.

Déficit eletrônico 71% maior
Aumentou nada menos de 71% o déficit da balança comercial de produtos eletroeletrônicos, de janeiro a julho deste ano, em relação ao do mesmo intervalo em 2009, passando de US$ 8,550 bi para US$ 14,600 bi, informa a entidade do setor, Abinee.A taxa de câmbio é apontada como um dos principais motivos para a ampliação do saldo negativo da balança comercial do setor, uma vez que, além de beneficiar as importações, inibe as exportações, reduzindo a competitividade das indústrias do setor, aponta a Abinee, em relatório mensal. As exportações do setor somaram US$ 4,330 bi, nos sete meses considerados, ou 5,5% mais que os US$ 4,110 bi do período em 2009, e 25% menos que no de 2008, antes da crise (US$ 5,740 bi).



Perdas
Este ano, exporta-se menos em produtos importantes: geração, transmissão e distribuição de energia (-9,9%), informática (-11,6%) e telecomunicações (-13,9%), com venda menor de transformadores (-12%), monitores de vídeo (-24%) e celulares (-21%), mesmo estes continuando na liderança da pauta, com faturamento de US$ 624 milhões. Grave é a perda de representatividade, de 30% do total em janeiro-julho 2005 para 14% este ano.

Ganhos 1
Mas cresceram as exportações nas demais áreas, desde 25,3% em utilidades domésticas até 13,0%, em componentes elétricos e eletrônicos. Estes somaram US$ 1,590 bi, com destaque para eletrônica embarcada (+40%) e motocompressores herméticos (+47%), que, após os celulares, foram os itens mais exportados.



Ganhos 2
Entre as UD, destaque para o avanço de 28% na venda de refrigeradores (faturamento de US$ 117 milhões, ou 24% do total da área). Curiosidade: aumento de 169% na venda de distribuidores automáticos de papel-moeda.



Importação maior
Do outro lado da balança, as importações somaram US$ 18,900 bi, ou 49,5% acima do resultado do mesmo período do ano passado, puxados por avanços em todas as áreas. O menor aumento foi o do setor de geração, transmissão e distribuição de energia (2,8%) e o maior, o de material elétrico de instalação (75,2%), com destaque para lâmpadas fluorescentes (241%), no valor de US$ 188 milhões.

Componentes de fora
As importações de componentes elétricos e eletrônicos cresceram 58,6%, para US$ 10,200 bi, mais da metade do total, com compras importantes de semicondutores (US$ 2,5 bi), componentes para telecomunicações (US$ 2,4 bi) e componentes para informática (US$ 2,0 bi).

UD & informática
Em utilidades domésticas e informática, os gastos cresceram 58%, destacando-se refrigeradores (81%) e máquinas para processamento de dados (85%), principalmente notebooks e netbooks (178%, para US$ 149 milhões).

Sem navio 1
Não bastassem os problemas cambiais, as exportações brasileiras de couros têm perdas de US$ 200 milhões com apagão logístico dos portos, denuncia o Centro das Indústrias de Curtumes do Brasil (Cicb), segundo o qual armadores vêm cancelando programações de navios, por conta das condições dos principais portos brasileiros.

Sem navio 2
Informa o Centro ser muito grave a situação nos portos do Nordeste, com destaque para Salvador (BA), mas também em Santos (SP), Paranaguá (PR) e Rio Grande (RS). Esses cancelamentos chegam a 20% das já escassas escalas, causando prejuízos por falta de embarque nas datas estabelecidas em contratos - sem contar a perda de confiabilidade perante os clientes do exterior, salienta o Cicb. Para este ano, a previsão é de faturamento de US$ 1,7 bi em exportações.





1º setembro 2010

AGOSTO, MÊS DO OURO
Agosto foi o mês do ouro, campeão no ranking dos investimentos, com valorização de 3,84%, bem acima da inflação de 0,77% apurada pelo IGP-M. O pior desempenho foi o da Bolsa de Valores de São Paulo, cujo último pregão do mês repetiu o ocorrido na média de todos os seus dias.

Bovespa: -3,51%
Acumulando perda de 3,51%, o mês se arrastou na Bovespa refletindo as incertezas quanto à recuperação da economia americana e as dúvidas sobre o endividamento e a capitalização da Petrobras. Foi o pior mês do ano, desde maio, depois de um belo resultado (10,8%) em julho.

Dólar: + 0,06%
Aqui, o dólar ficou no vaivém, com variação de 0,06% no mês. No ano, valorização de 0,75%, de R$ 1,743 para R$ 1,756. O euro, caindo de R$ 2,499 para R$ 2,228 de janeiro a agosto, fechou com queda mensal de 2,75% e anual de 10,85%. Leia também SALDO COMERCIAL: US$ 11,7 BI.

Wall Street: -5%
Em Wall Street, perda mensal no Dow Jones de 4,3% (o pior agosto desde 2001), no S & P 500, de 4,8%, e na Nasdaq, de 6,2%.Em Nova York, o ouro teve ganho de 5,6%. O preço do barril do petróleo caiu uns 9%, encerrando agosto em US$ 71,92 em Nova York e US$ 74,61 em Londres.

Fatia do PIB
O crédito imobiliário vai passar de 4% para 11% do PIB, deste ano até 2014, segundo projeção da Associação Brasileira das Empresas de Crédito Imobiliário e Poupança (Abecip). Por anos, essa ftia esteve entre 2,5% e 3% do PIB.

US$ 4 tri por dia
Informa o Banco Internacional de Compensação (BIS), o BC dos BCs: o mercado global de moedas movimenta US$ 4 tri por dia, a maior parte em transações de hedge funds, fundos de pensão, companhias de seguros e bancos centrais, além do câmbio, cada vez mais global. Esse valor supera, em 20%, o de 2007, antes da crise.

Dolár à frente
Dos US$ 4 tri (dados de abril 2010), a maior fatia é de dólares americanos (85%). Já foi maior, mais de 90% em 2007. A das moedas de 23 países emergentes soma 14%. Em 2007, esta fatia estava em 12,3% - o crescimento veio com a expansão na procura por lira da Turquia, por won da Coreia do Sul, pelo dólar de Cingapura e pelo real do Brasil. O euro ganhou 2%, como o iene.

Real em alta 1
Nos contratos de câmbio, a fatia do Brasil aumentou de 0,4% para 0,7% das transações globais, em valor estimado em US$ 28 bi/dia, dos quais US$ 14,2 bi girando no mercado brasileiro. Em 2007, não chegava a US$ 6 bi. Para comparar: a China movimenta US$ 19,8 bi e o México, US$ 17 bi. A Argentina, US$ 1,6 bi.

Real em alta 2
Desde junho, segundo o BIS, o real é a segunda moeda mais utilizada nos derivativos no mundo, só superada pelo dólar americano, mesmo se o volume no mercado à vista representa menos de 1% do total global. Globalmente, essas transações cresceram 24% de 2007 para 2010, totalizando US$ 2,1 tri. O giro diário de derivativos com taxas de juros no Brasil é de US$ 7,5 bi (0,3% do total), bem mais que os US$ 100 milhões de 2007.




20 agosto 2010

AÇO DO MUNDO: 821 MILHÕES DE TONELADAS
De janeiro a julho, a produção global de aço cresceu 25% sobre o mesmo intervalo de 2009, informa a Associação Mundial de Aço. Foram 820,9 milhões de toneladas, das quais 375,4 milhões produzidas pela China (18,2% mais na mesma comparação). A entidade considera a produção de 66 países associados. Em julho, a produção foi de 114,7 milhões de toneladas - dos quais, 51,7 milhões da China (aumento de 2,2% sobre julho 2009), 6,7 milhões dos EUA (32,9%), 9,2 milhões do Japão (20,4%), 4,8 milhões da Coreia do Sul (16,2%), entre outros.

Brasil: até 60% mais
No Brasil, a produção brasileira de aço bruto somou 16,4 milhões de toneladas de aço bruto e 13,1 milhões de toneladas de laminados, de janeiro a junho, com aumento de 55,0% no bruto e de 59,5% nos laminados sobre o mesmo período de 2009. Em junho, o Brasil produziu 2,9 milhões de toneladas de aço bruto e 2,3 milhões de laminados, informa o Instituto Aço Brasil (IABr).

No ano
Para todo 2010, o instituto estima consumo aparente de produtos siderúrgicos de 25 milhões de toneladas (35% mais que em 2009). A indústria brasileira projeta produzir 33,2 milhões de toneladas para aço bruto e 20,6 para laminados, com 11 milhões de toneladas para exportação.

Turismo lá fora
De janeiro a junho, as viagens de turistas brasileiros a Portugal foram as que mais cresceram (47%), em relação ao mesmo intervalo em 2009. Depois dos brasileiros, viajaram mais os americanos (38%), italianos (18%), espanhóis (7,1%), britânicos (6,8%) e franceses (6,6%). Os dados são do Banco de Portugal, o BC português. As receitas turísticas em Portugal aumentaram em 7,4% no primeiro semestre do ano, com mais força em junho (mais 10%), começo do verão. Para o Ministério da Economia, essa alta decorre de ações públicas e privadas para recuperação do turismo em relação a 2009.

Mais 13 milhões no celular
Relatório da Anatel informa: 187.021.171 linhas estavam habilitadas na telefonia móvel em julho, com acréscimo de 1.886.197 novos acessos, ou crescimento da base de assinantes de 0,95% sobre junho. De janeiro a julho, 13.061.803 habilitações, o segundo melhor desempenho desde 2000, abaixo apenas desse período em 2008, com 14.350.877 novos acessos.

Namoradinha do Brasil
Do total de acessos no Brasil, a grande maioria, 82%, é pelo sistema pré-pago (153.772.792). Informa a Anatel que já não há mais celulares analógicos (AMPS), ou seja, 100% do serviço móvel agora é prestado por tecnologia digital.

As preferidas
A tecnologia predominante é a GSM, classificada como de segunda geração (2G), com 164,8 milhões de acessos (88,16%). As linhas de celular da tecnologia de terceira geração (3G) WCDMA, que permitem o acesso à internet, com 11 milhões (5,71%). Há ainda as tecnologias CDMA e TDMA (segunda geração) e terminais de dados (utilizados, por exemplo, em máquinas de cartão de créditos).

Onde estão
Está em São Paulo o maior número de linhas habilitadas, 47,2 milhões em julho - mais que em cada uma das regiões brasileiras, exceto, claro, o Sudeste (87 milhões de acessos). No Nordeste, 42,8 milhões. No Sul, 28,2 milhões. No Centro-Oeste, 16,3 milhões e no Norte, 12,4 milhões. Depois de São Paulo, Minas (19 milhões), Rio (17,2 milhões) e Rio Grande do Sul (11,5 milhões).








19 agosto 2010

E A MAIORIA NEM SABE
Diz a pesquisa Impactos dos Tributos sobre a População que a a carga tributária é tida como alta pela maioria dos brasileiros (97,1%), insatisfeita também com a qualidade dos serviços prestados, o que não é novidade. Mas o que preocupa e agora foi medido é que 64,9% dos entrevistados não sabem que são os impostos que mantêm os serviços públicos. Boa parte (21,8%) acha que o dinheiro vai parar no bolso dos governantes. Para 8,8%, a verba "não é aplicada como deveria", e para 6,8%, o Estado "não investe o dinheiro arrecadado".

Nem do seu
Mais: 73% dos brasileiros não sabem quanto de seu salário é retido na forma de imposto ou contribuição. Por ocupação, a maioria (63%) dos que não sabem disso está entre os que têm carteira assinada. Seguem-se os estagiários (58%), os empresários (57%), os funcionários públicos (44%) e os profissionais liberais (42%).

De norte a sul
A pesquisa foi feita pela Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro, com 2.842 pessoas em seis capitais brasileiras - Belo Horizonte, Porto Alegre, Recife, Rio, Salvador e São Paulo. Por local, a maior incidência dos desconhecedores está em Porto Alegre (80,2%), seguindo-os os de Belo Horizonte (80%), Rio (72,5%), Salvador (68,6%), Recife (68,3%) e São Paulo (65,8%).

Quem sabe
Dos 27% de brasileiros que sabem quanto pagam de tributos no salário ou renda, 32% acham que pagam menos de 20%. Para 52%, paga-se entre 20% e 39%. E 14% acreditam que pagam entre 40% e 59%. Só 2,5% dizem pagar acima de 60%.

O preço do barril
De US$ 10 a US$ 12 é o preço de cada barril das reservas a serem repassadas pela União à Petrobras, no processo de capitalização, segundo laudo da certificadora Gaffney, Cline & Associates (GCA), contratada pela ANP e entregue à agência nesta quinta, 19. É o dobro das estimativas de governo (US$ 6) e Petrobras (US$ 5). Agora, o preço recomendado no laudo será analisado pela União, ANP e Petrobras. Pelo cronograma da estatal, tudo deve ser concluído até 30 de setembro. Se não houver acordo, o assunto fica para depois da eleição.

O que diz a Petrobras
A Petrobras enviou comunicado à Comissão de Valores Mobiliários (CVM) um Esclarecimento sobre Preço do Barril da Cessão Onerosa, afirmando que "ainda não há informações concretas e definidas a respeito do preço dos barris". E que é "importante ressaltar que a definição do preço dos barris que serão utilizados na Cessão Onerosa depende, dentre outros fatores - além da determinação das áreas que serão objeto da Cessão Onerosa -, da conclusão das avaliações da certificadora contratada pela Petrobras e da certificadora contratada pela ANP acerca do "preço justo", e, somente após o fechamento desses laudos de avaliação é que a Petrobras e a União Federal discutirão e definirão o preço justo do barril da Cessão Onerosa". Sobre notícias da imprensa, "esclarece que a cessão onerosa continua em negociação e que a Companhia vem trabalhando para cumprir seu cronograma de realizar eventual oferta pública de ações em setembro. Até o momento, qualquer discussão sobre o valor dos barris da Cessão Onerosa é mera especulação, isso porque os laudos das certificadoras ainda não estão prontos". Leia a íntegra em http://www2.petrobras.com.br/ri/spic/bco_arq/EsclarecimentoPre%C3%A7oCess%C3%A3oOnerosaPort.pdf

Gás de cozinha 1
De janeiro a junho, o consumo de gás liquefeito de petróleo (GLP) aumentou 4%, sobre o de um ano antes, somando mais de 53 milhões de domicílios atendidos e com 33 milhões de botijões comercializados por mês, informa o Sindicato Nacional das Empresas Distribuidoras de GLP. Até dezembro, a expansão deve ser de 3%. Na matriz energética brasileira a fatia do GLP é de 3,4%, com meta de chegara 4,2% em 2020. Por ano, o GLP movimenta R$ 19 bi. Está presente em 100% dos municípios brasileiros e em mais de 92% dos domicílios.

Gás de cozinha 2
Nas contas da Empresa de Pesquisa Energética (EPE), o setor de GLP poderá alcançar a autossuficiência em 2015 e o Sindigás antecipa essa data para 2012, considerando novas descobertas de gás natural, a ampliação e construção de refinarias no país. Do total consumido, 10% é importado.

Lenha, ainda
Na matriz energética doméstica nacional, a maior fatia é a da energia elétrica (36%), seguida por lenha (35%), GLP (26%), gás natural (1%) e outros (2%). Para aumentar a demanda interna, o Sindigás recomenda ações públicas para favorecer a troca de lenha por gás natural ou GLP, principalmente no Sul, Norte e Nordeste, com a inclusão de usuários de baixa renda.

IGP-M em alta
Do dia 21 de julho ao 10 de agosto, o Índice Geral de Preços - Mercado (IGP-M) variou 0,55%, acima do 0,03% no período correspondente, no mês anterior, informa a FGV. Comparados os dois segundo decêndio de julho e agosto, o Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA, 60% do total) avançou de baixa de -0,01% para alta de 0,89%. No Índice de Preços ao Consumidor (IPC, 30%), a retração aumentou de -0,18% para -0,28%. E Índice Nacional de Custo da Construção (INCC, 10%) baixou de 0,72% para 0,27%, puxado pelo recuo na variação do custo da mão de obra (de 0,91% para 0,09%).

Exportação de cooperativa 1
No primeiro semestre, as cooperativas brasileiras aumentaram em 14% o valor de suas exportações, passando de US$ 1,740 bi a US$ 1,990 bi, na comparação dos dois períodos deste ano e do anterior, informa a Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB). Em volume, a variação foi quase nula (0,5%), subindo de 3,760 milhões de toneladas para 3,780 milhões. A previsão é retomar, este ano, os US$ 4 bi obtidos em 2008, com aumento de 10% sobre 2009.

Exportação de cooperativa 2
O resultado positivo até aqui se baseia na recuperação dos preços das commodities no mercado internacional e no fechamento de novos negócios pelas cooperativas com países da Ásia (51% do total), Oriente Médio e África, além da retomada de parcerias comerciais importantes com EUA, Japão e Rússia. A depreciação do dólar favorece o aumento de preços, por alimentar a demanda, especialmente nos mercados emergentes, por bens primários.

O que
De janeiro a junho, entre os principais produtos exportados pelas cooperativas estão os do setor sucroalcooleiro (US$ 749 milhões, dos quais US$ 388 milhões de açúcar refinado de cana e até de beterraba, US$ 245 milhões de açúcar em bruto e de US$ 115 milhões em etanol), do complexo soja (US$ 606 milhões), do complexo carnes (US$ 365 milhões, sendo US$ 211,7 milhões de frango e US$ 89,7 milhões de suínos).

China à frente
A China foi a principal compradora, importando 13,7% do total, ou US$ 273 milhões, com aumento de 12,4% sobre o mesmo período em 2009. A maior parte dessas importações (93%) se refere ao complexo soja, com US$ 253 milhões, seguido pela carne de frango, com 5,18% ou US$ 14 milhões.

Alemanha, depois
A Alemanha foi o segundo maior comprador das cooperativas, com 9% do total ou US$ 182 milhões - e aumento de quase 10% sobre o começo de 2009. Também nesse mercado o complexo soja se destaca, com 72,88% do total ou US$ 132,6 milhões, seguido pelo café (11,18% do total ou US$ 20,3 milhões) e pelas carnes, valorizadas por conta de processos de conservação baseados em salga, com 9,14% do total ou US$ 16,6 milhões.

E mais
Outros 7,4% do total exportado pelas cooperativas foram importados pelos Emirados Árabes, o terceiro maior destino (US$ 147 milhões do total - açúcar refinado sendo o principal item vendido). Os Estados Unidos importaram 5,5% do total, a Arábia Saudita, 5,3% e a Índia, 4,9%.

Couro de exportação 1
De janeiro a julho, o Brasil exportou US$ 1,020 bi em couros, com aumento de 74% sobre o de um ano antes, informa o Centro das Indústrias de Curtumes do Brasil. O volume foi 16% inferior ao de igual período em 2009 e o resultado favorável decorre da lenta recuperação dos principais mercados compradores do produto nacional, diz a entidade.

Couro de exportação 2
Para o segundo semestre, não se pode esperar a mesma performance, pois, além de um panorama internacional menos dinâmico, a competitividade brasileira se reduz por fatores internos, como a sobrevalorização do real em relação ao dólar, a excessiva carga tributária, os juros altos, a falta de crédito, a excessiva burocracia, os gargalos logísticos e de transporte - diz nota do CICB.





18 agosto 2010

PARA ACABAR COM A TRIANGULAÇÃO
A Camex aprovou a resolução anticircumvention - ou contra triangulação - para permitir que medidas antidumping ou compensatórias já em vigor aplicadas pelo Brasil sejam estendidas a exportações de produtos, partes, peças e componentes de terceiros países, quando a comercialização destes bens esteja frustrando a defesa comercial.

Sem efeito
Mesmo aprovadas pela Lei nº 9.019, de 1995, as medidas de defesa comercial não eram aplicadas, o que acabava por neutralizar os seus efeitos de eliminar o dumping e de permitir a recuperação da indústria doméstica em relação ao dano sofrido.

Agora vai
Agora, o Brasil passa a dispor de regulamentação específica contra práticas elisivas, também denominadas de circumvention ou triangulação. Nesses casos, após aplicação de medida corretiva contra um determinado país, verifica-se a revenda do produto objeto, com pequenas alterações, procedentes de outros países. Ou verifica-se mera montagem, em terceiro país, com partes, peças ou componentes do país sujeito à medida de defesa comercial ou ainda quando esta mera montagem seja realizada no Brasil.

Como provar
Para comprovar a ocorrência de práticas elisivas, é necessário haver alteração nos fluxos comerciais após o início do procedimento que resultou na aplicação de medida de defesa comercial. Também terá de ser demonstrado que o preço de importação do produto associado ao volume importado torna a medida comercial sem efeito.

Preço 1
E, no caso de dumping, o preço do produto exportado ou comercializado para o Brasil deve ser inferior ao valor normal apurado na investigação que embasou a medida antidumping.

Preço 2
Não será considerada prática elisiva se a agregação de valor for inferior a 25% do custo de manufatura. Uma portaria da Secretaria de Comércio Exterior vai divulgar as normas complementares sobre procedimentos, prazos, conteúdo da petição inicial, etc.

O clube
Antes do Brasil, já criaram seus mecanismos anticircumvention muitos países, como os da Europa, a China, os EUA, o Japão, além de África do Sul, Albânia, Argentina, Armênia, Bulgária, Colômbia, Egito, Equador, Estônia, Lituânia, Malásia, México, Moldávia, Panamá, Paquistão e Turquia.

Um caso a verificar
No começo de agosto, a Fiesp enviou ao governo estudo indicando que países asiáticos estão fazendo triangulação para exportar para o Brasil produtos fabricados na China, no primeiro semestre. Por exemplo, Taiwan (US$ 1,41 bi, 43,54% mais que no primeiro semestre de 2009), Tailândia (US$ 828,71 milhões, +69,31%), Malásia (US$ 828,54 milhões, +74,83%) e Indonésia (US$ 657,06 milhões, +52,22%, Suspeita-se que os produtos exportados por esses países são originários de um terceiro país, como forma de burlar as leis antidumping.

E o frango?
Outra decisão da Camex foi autorizar a abertura das negociações no âmbito do Sistema de Solução de Controvérsias da OMC sobre os padrões de comercialização de carne de ave ou de frango na União Européia. O pedido foi feito pela União Brasileira de Avicultura (Ubabef) ao Ministério das Relações Exteriores.

Novidades
A Ubabef quer ver questionadas as regras criadas na União Européia em maio, modificando critérios para venda de produtos congelados e in natura. Segundo a entidade, esses novos padrões dificultam o acesso ao mercado europeu de produtos avícolas brasileiros. Agora, a carne de ave ou de frango só pode ser vendida como congelada, ultracongelada ou como fresca, sem categorias para outros produtos vendidos pelo Brasil, como carne de frango salgada e congelada.

Contra a corrupção
Outra decisão da Camex: condicionamento do apoio oficial brasileiro a exportações - leia-se financiamento ou de refinanciamento - à assinatura de uma declaração de compromisso, por parte do exportador, de que não participará de qualquer tipo de ato de corrupção e de que denunciará casos que cheguem ao seu conhecimento. Essa medida vale para o caso de exportações a entidades do setor público de outros países e atende a recomendação da Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico, de cujo comitê anticorrupção o Brasil participa.

TEC
Mais: a Camex concluiu a revisão da Lista Brasileira de Exceções à Tarifa Externa Comum (TEC), incluindo novos produtos, como partes, peças e componentes para fabricação de brinquedos e bonecos (redução de 20% para 2%), mistura de isômeros (de 14% para 28%), de que se faz espuma flexível de poliuretano usada na fabricação de colchões e estofados e na indústria automotiva, simulador de operações de perfuração e exploração de petróleo (de 16% para 2%), para viabilizar a implantação do Centro de Treinamento, em Rio das Ostras (RJ), para formar pessoal destinado às plataformas de exploração de petróleo.

Cimento que entra
Também foi autorizada a suspensão da aplicação de direito antidumping definitivo sobre importações de cimento portland originárias do México e da Venezuela e destinadas a Acre, Amazonas, Roraima e Oeste do Pará. A medida visa obter estabilidade de preços. O direito antidumping aplicado desde 2006 sobre as importações brasileiras do cimento portland e, salvo as exceções autorizadas, vai continuar em vigor até julho 2011.

Pelo baixo carbono
Em setembro, começam a ser liberados os primeiros empréstimos do programa Agricultura de Baixo Carbono (ABC), linha de R$ 2 bi, autorizada pelo Conselho Monetário Nacional para financiar práticas na lavoura que reduzam a emissão dos gases de efeito estufa, informa o Ministério da Agricultura. A equalização dos juros dessa linha (5,5% ao ano) depende de portaria da Fazenda e de circular do BNDES aos agentes financeiros. O programa vai financiar projetos de plantio direto na palha, fixação biológica de nitrogênio, recuperação de pastagens degradadas e integração lavoura-pecuária-florestas.






17 agosto 2010

EM SETE MESES, MAIS DE R$ 450 BI
De janeiro a julho, a arrecadação total de impostos e contribuições federais e de contribuições previdenciárias somou R$ 450,9 bi, com alta real de 12,22% sobre a do mesmo intervalo em 2009 (R$ 401,8 bi), em valores deflacionados pelo IPCA, informa a Receita Federal.

Um a um
A receita administrada pela União (sem INSS) foi de R$ 307,3 bi reais, ou 11,42% mais que um ano antes (R$ 275,8 bi, também corrigidos). A receita previdenciária somou R$ 125,5 bi reais, com avanço de 10,17% na mesma comparação. As demais receitas (royalties do petróleo e outras), R$ 18,1 bi, com expansão de 49,72% sempre nas mesmas bases.

Julho recorde
Em julho, a arrecadação total da Receita Federal foi de R$ 67,973 bi, com alta real de 10,54% sobre os R$ 61,494 bi de junho e de 10,76% sobre os R$ 61,372 bi de julho 2009. A marca é recorde para os meses de julho. Sem a Previdência, a receita soma R$ 45,624 bi (alta real de 8,97% no mês e de 9,23% em 12 meses). A receita da Previdência em julho somou R$ 18,589 bi (1,31% e 12,52%, na mesma comparação) e as demais, R$ 3,759 bi (194,3% e 22%).

Os cinco mais
Os cinco tributos com maior expansão de janeiro a julho foram, pela ordem: a Contribuição de Intervenção no Domínio Econômico (Cide) sobre combustíveis (arrecadação de R$ 4,348 bi e alta real de 139,7% sobre o mesmo período de 2009), o Imposto sobre Operações Financeiras (IOF), com R$ 14,438 bi e alta de 33,06%, juntos, o Imposto de Importação (II) e o IPI vinculado à importação, com R$ 17,346 bl e 18,87%, também somados o PIS e a Cofins, com R$ 97,936 bi e 16,76% de alta.

Volta a demanda
Depois de três meses em baixa, em julho voltou a crescer (0,5%) a demanda de crédito pelas empresas, informa a Serasa. Mas a reação só se fez sentir no setor de comércio (mais 1%), pois indústria (-0,5%) e serviços (-0,1%) seguem em retração. A procura maior pelo comércio indica, segundo analistas da consultoria, retomada da atividade econômica em ritmo menos intenso que no primeiro trimestre. De janeiro a julho, a demanda das empresas por crédito avançou 7,7%, sobre mesmo intervalo em 2009.

BB no semestre
No primeiro semestre, o Banco do Brasil emprestou R$ 2,1 bi pela carteira de crédito imobiliário (expansão de 84,9% em 12 meses), o que coloca o banco no 5º lugar entre os maiores, neste segmento. Em crédito consignado, o BB liberou R$ 40,5 bi (aumento de 37,1%), o maior volume no país. A taxa de inadimplência representa 2,7% da carteira de crédito. A carteira de crédito fechou o semestre com R$ 326,5 bi, expansão de 29,3% em 12 meses e 6,9% no trimestre, tendo o crédito à pessoa física somado R$ 101,1 bi (+47,7% em 12 meses).

13º antecipado
Saiu no Diário Oficial da União desta terça, 17 de agosto, o Decreto 7.264 antecipando o pagamento de até metade do 13º salário para os 23 milhões de aposentados e pensionistas do INSS. A primeira parcela será depositada com o pagamento de agosto, depositada a partir do final de agosto até os 5 primeiros dias úteis de setembro. Em dezembro, será paga a segunda parcela.

Sem 13º
Pela lei, não têm direito ao 13º salário os trabalhadores rurais, quem recebe renda mensal vitalícia, idosos e deficientes que recebem amparo assistencial, quem recebe auxílio suplementar por acidente de trabalho, pensão mensal vitalícia, abono de permanência em serviço, vantagem do servidor aposentado pela autarquia empregadora e salário-família.

Em greve
Médicos-residentes de todo o país entram em greve nesta terça, 17 de agosto, por tempo indeterminado e reivindicando reajuste da bolsa-auxílio, ampliação de benefícios, como a criação da 13ª bolsa, e melhora das condições de formação. Reajuste salarial de 20% foi oferecido pelos Ministérios da Saúde e da Educação e será analisado pela Comissão Nacional de Greve. O movimento é organizado pela Associação Nacional de Médicos-Residentes - estimados em 22 mil médicos. A entidade garante 30% de presença de residentes nos serviços essenciais, como determina a lei.

EUA reagem
Boas notícias dos EUA: a produção industrial aumentou 1% em julho (em junho, - 0,1%). Na comparação anual, alta de 7,7%, segundo dados do Federal Reserve. A produção de veículos (+9,9%) puxou o indicador. O nível de utilização da capacidade da indústria subiu de 74,1% para 74,8% em julho, ainda abaixo dos 80,6% da média histórica 1972-2009. O varejo vendeu 0,4% mais em julho (-0,3% em junho). Sem a venda de carros, 0,2% de alta.

Inflação
Informa o Departamento do Trabalho que o índice de preços ao produtor (PPI, na sigla em inglês) subiu em julho (0,2%), depois de quatro meses em baixa. O preço das matérias-primas (+2,7%) foi a causa do avanço. Na comparação com julho 2009, o PPI subiu 4,2%. Os preços ao consumidor subiram 0,3%, pela primeira vez desde março. O custo da energia puxou a alta. Sem ela, os preços avançaram 0,1% no mês e 0,9% no acumulado de 12 meses.

Obras começando
Informa o Departamento do Comércio: aumentou 1,7% em julho o número de novas obras de construção civil de residências. As licenças para novas construções haviam subido 1,6% em junho, e caíram 3,1% em julho, para uma taxa anual de 565 mil unidades.

Dívida em baixa
Informa o Fed que a dívida das famílias baixou pelo 7º trimestre seguido, até junho. No segundo trimestre, a dívida total baixou a US$ 11,7 tri, ou 1,5% menos que no trimestre anterior e 6,5% menos que no pico do terceiro trimestre de 2008, o ano da crise mais aguda. O total de hipotecas e de dívidas do financiamento da casa própria caiu 6,4% sobre esse pico.

Inadimplência ainda alta
A inadimplência caiu, pela primeira vez desde o início de 2006, de 11,9% para 11,4% no segundo trimestre. No final de junho, o total da inadimplência somava US$ 1,3 tri, e, desse total, US$ 986 bi eram considerados casos graves.






16 agosto 2010


PIB 2010: UM POUCO MENOS
No Focus divulgado esta segunda, 16 agosto, pelo Banco Central, os analistas do mercado financeiro reduziram a projeção para expansão do PIB, aumentaram a da relação dívida/PIB e mantiveram a referente a inflação, taxa de juros, câmbio, déficits comercial e de contas correntes, ingresso de capital externo.

PIB: 7,09%
Antes, a estimativa para o avanço do PIB era de 7,12% e agora foi a 7,09%, com produção industrial crescendo 11,57% em vez dos 11,70% previstos na semana anterior. Para 2011, mantidos os 4,50% e 5%, pela ordem. A projeção para a relação dívida líquida do setor público/PIB passou de 40,73% para 40,77%, este ano. Ficou nos mesmos 39,50% para 2011.

PIB do Japão
Com expansão de 0,4% no segundo trimestre sobre o de 2009 e de apenas 0,1% sobre o primeiro deste ano, o PIB japonês desanimou os mercados. Estimado, no final de junho, em US$ 1,290 tri perdeu para o da China, de US$ 1,330 tri, mas ficou à sua frente no total do semestre: US$ 2,590 tri ante US$ 2,540 tri do PIB chinês.

Inflação igual
Depois de cinco baixas, o mercado financeiro manteve, no Focus, sua projeção para o IPCA deste ano, em 5,19%. Para 2011, os mesmos 4,80%. Para os IGPs, ligeiras elevações: este ano, IGP-M de 8,51% (antes, 8,50%) e IGP-DI de 8,46% (antes, 8,43%).

Inflação de agosto e setembro
Para agosto, a previsão é de IPCA de 0,27% (antes, 0,30%), IGP-DI, de 0,61% (0,58%) e IGP-M, de 0,61% (0,60%). Para setembro, IPCA de 0,36%, IGP-DI de 0,45% e IGP-M, de 0,50%.

Inflação do Euro
Informa a Eurostat que a inflação da Zona do Euro (16 países), 1,7%, bateu em julho no nível mais alto em 20 meses, mas ainda abaixo da meta do Banco Central Europeu. A alta em julho veio dos preços de energia (8,1%).

Saldo comercial: US$ 10,6 bi
Informa o Ministério do Desenvolvimento que a balança comercial brasileira fechou com superávit de US$ 10,603 bi no acumulado de janeiro a 15 de agosto, 42,5% menos que os US$ 18,433 bi do mesmo período em 2009. Este ano, as exportações somam US$ 115,377 bi (27,4% mais que um ano antes) e as importações, US$ 104,774 bi (45,3% mais, pela média diária). A corrente de comércio é de US$ 220,151 bi, ou 35,3% superior à do mesmo intervalo no ano passado.

Previsão: US$ 15 bi
No Focus, a estimativa média para o superávit da balança comercial brasileira em 2010 permanece em US$ 15 bi e, para 2011, baixou de US$ 9,110 bi para US$ 8,680 bi.

E mais
Mais Focus: mantida a previsão de déficit nas correntes de US$ 49 bi este ano e US$ 58 bi no seguinte. No câmbio, mantidos os R$ 1,80 para final deste ano e R$ 1,85 para o de 2011. Este mês, o dólar termina em R$ 1,77. Na média deste ano, R$ 1,79 (antes, R$ 1,80) e de 2011, como antes, R$ 1,85. Mantida, também, a projeção para a entrada de investimentos estrangeiros em US$ 32 bi este ano, mas reduzida a de 2011 (de US$ 39,250 bi para US$ 38,5 bi).

Selic: 11% ao ano
Na próxima reunião do Comitê de Política Monetária, do BC (31 de agosto e 1º de setembro), a Selic deve ter aumento de 0,25 ponto percentual e ficar em 11% até o fim do ano. Hoje, está em 10,75%. Para 2011, o Focus reduziu a Selic de fim de ano de 11,63% para 11,50% ao ano. Se o Focus estiver certo e a Selic fechar em 11% este ano, até dezembro 2011 vai crescer só mais 0,5 ponto percentual.

Juros de montadora 1
Informa a Associação Nacional das Empresas Financeiras das Montadoras (Anef): no primeiro semestre, o Crédito Direto ao Consumidor foi a modalidade mais utilizada na compra de veículos a prazo, com 43% do total. Mais 13% foram financiados por leasing, 6% por consórcio. Vendas à vista somaram 38%.

Juros de montadora 2
Na venda de caminhões e ônibus, a maior fatia foi a dos financiamentos pela Finame (73%), seguida de longe por CDC (9%), leasing e Finame Leasing (6%), consórcio (2%) e as vendas à vista (10%).

Juros de montadora 3
A taxa média de juros cobrada pelos bancos das montadoras foi de 1,43% ao mês e 18,58% ao ano, em junho - praticamente, como em maio. Um ano antes, o juro estava mais caro, 1,49% ao mês e 19,42% ao ano.

Menos inadimplência & mais prazo
A inadimplência continua em queda, 3,6% em junho deste ano e 5,4% um ano antes. O prazo médio de financiamento subiu de 40 meses para 42.

Diagnóstico do atacado 1
Os dados são de levantamento da Associação Brasileira de Atacadistas Distribuidores (Abad): o brasileiro gastou 11% mais e foi até 8% mais vezes aos supermercados, na média, no ano passado que no anterior, elevando o faturamento total do setor a R$ 131,8 bi. Esse valor é 4,1% maior, descontada a inflação, que o de 2008,

Diagnóstico do atacado 2
O consumo de todos os itens da cesta básica ( higiene e limpeza a gêneros alimentícios) aumentou 2,2% . No ano passado, 245 funcionários atenderam os consumidores, em mais de 1 milhão de pontos de venda.

Aneel
Empossado novo diretor da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), André Pepitone da Nóbrega, substituindo José Guilherme Silva Menezes Senna, cujo mandato terminou. Nóbrega é engenheiro civil, especializado em geotecnia, e trabalha na Aneel desde 2000. Romeu Donizete Rufino foi confirmado no cargo de diretor por mais quatro anos. Os dois demais diretores da Aneel ainda têm mandatos a cumprir.





13 agosto 2010

 



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