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O COPOM E OS MINISTROS



Nota do Comitê de Política Monetária do Banco Central, datada de 21 de julho 2010: "Avaliando a conjuntura macroeconômica e as perspectivas para a inflação, o Copom decidiu, por unanimidade, elevar a taxa Selic para 10,75% ao ano, sem viés. Considerando o processo de redução de riscos para o cenário inflacionário que se configura desde a última reunião do Copom, e que se deve à evolução recente de fatores domésticos e externos, o entende que a decisão irá contribuir para intensificar esse processo".

Para o ministro do Planejamento, Paulo Bernardo, "não há necessidade de um novo aumento da taxa básica de juros, mesmo sendo grande a preocupação do BC em relação à inflação no país, pois, em junho, o índice não variou e, na primeira prévia de julho, ficou em 0,09%. Isso significa que, de fato, a inflação voltou a patamares de controle", afirmou, segundo nota da Agência Brasil.

Paulo Bernardo voltou a afirmar que a economia brasileira deve crescer cerca de 6,5% este ano, podendo chegar a 7%. "De forma alguma há descontrole. O Copom toma medidas de precaução, mas a tendência é acomodar essa situação", completou.

Parte do mercado previa aumento de 0,75 ponto na Selic e o BC aplicou 0,5 ponto porcentual - para o ministro, isso pode ser um indicativo de que o órgão já reconhece uma desaceleração do ritmo de crescimento da economia.

"A coisa melhorou muito. Vamos ter uma inflação ao redor de 5% em 2010. A economia, com o perdão da palavra, está bombando. Isso é muito bom porque significa emprego, dinheiro girando. Esse ano vai ser um ano para ser comemorado, em termos de resultado da economia."

Também o ministro da Previdência, Carlos Eduardo Gabas, criticou a alta da Selic, ao anunciar o déficit previdenciário do primeiro semestre (R$ 22,8 bi) e a previsão para o do ano (R$ 47 bi). Comentou que essa necessidade de financiamento pode até cair, "se a gente continuar gerando empregos daqui para lá".

E acrescentou: "não vai passar dos R$ 47 bi se a economia continuar respondendo, apesar do Copom", para concluir: "Quando a saúde das empresas está melhor, elas pagam suas contribuições de previdência e, quando há recessão, deixam de pagar. Isso chama-se adimplência e cura qualquer coisa."

Gabas, em foto de Wilson Dias/ABr, e Bernardo, em foto de Roosewelt Pinheiro/ABr


(22/07/2010)