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O POLVO DA BOLA & A BOLSA DE LONDRES



O polvo da bola, da bola de cristal, concorre com uma gigantesca central de adivinhação péboleira, com mais de 3,5 milhões de participantes: a bolsa de apostas de Londres.

A Espanha é favorita ao título desde abril. Vai pagar ao apostador 2,30 por 1. A Holanda, também finalista, entra de azarão, pagando 11,20 por 1. O Brasil, se finalista, pagaria 2,90 - mais que a Espanha. Pela bolsa, seríamos o vice. Pela terceira vez, vice. É melhor, não.

Outra usina de previsão de resultados da Copa é de bancos americanos e europeus, que adotaram um modelo armado pelo Goldman Sachs, maior banco de investimento do mundo. Servindo-se de fórmulas estocásticas de computadorização nas previsões de mercado, o grupo transformou os palpites da Copa, das respectivas clientelas, pela internet, em derivativos financeiros.

Com movimentação superior a US$ 2,5 bi.

No fechamento dos contratos, antes das quartas de final, deu Brasil campeão e Espanha, vice. A segunda opção mais negociada, Inglaterra campeã e Holanda, vice.

Ou seja, os finalistas Espanha e Holanda aparecem como finalistas nas previsões do mercado de derivativos financeiros da Copa. Não por acaso banco tem cara de polvo.

(08/07/2010)