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FALTA FAZER 87%



Dados da Associação Brasileira das Concessionárias de Serviço Público de Água e Esgoto (Abcon): dos R$ 40 bi destinados pelo PAC para obras de saneamento, apenas 13% foram efetivamente executados no ano passado. Em dois anos de vigência da Lei de Saneamento, em que são fixadas diretrizes para ampliar a participação da iniciativa privada em saneamento, o setor só chegou ao atendimento de 10% da população urbana do país, cerca de 13,5 milhões de pessoas.

A média anual de investimentos está em R$ 168 bilhões. No país, há abastecimento regular de água para 93% da população urbana, mas a coleta de esgoto atente apenas 51% e o tratamento do esgoto, menos ainda, 29%. Se for mantido o atual ritmo de investimentos no setor, o atendimento universal de fornecimento de água e coleta e tratamento de esgoto só será obtido em 57 anos - subindo a 120 anos em Estados como Pará, Maranhão, Piauí, Rondônia, Alagoas, Paraíba e Amapá.

Essa má performance se deve principalmente à ineficiência operacional das empresas públicas de saneamento e os resultados podem melhorar se forem ampliadas as parcerias entre as empresas públicas e privadas no setor. Já há legislação pronta para isso, dentro do Programa de Parcerias Público-Privadas (PPP), segundo a entidade.

(03/02/2010)