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ETANOL ACELERA PREÇO E REDUZ VENDA
De dezembro para janeiro, caiu 0,8% o movimento do comércio, informa a consultoria Serasa Experian. Detalhe: a maior retração foi sentida na venda de combustíveis e lubrificantes (-0,5%), por conta da elevação de preço do etanol. E a gasolina também pode encarecer, informam os distribuidores.
Segundo o Índice de Preços ao Consumidor, o IPC, medido pela Fipe-USP e divulgado nesta terça, 2 de fevereiro, em janeiro o valor médio do álcool subiu 12,93%, depois dos 2,62% de dezembro. A gasolina encareceu 0,45% em dezembro e 1,11% em janeiro. A inflação geral média na capital paulista foi a 1,34% em janeiro - em dezembro, ficara em 0,18%.
Na média de preços em janeiro, a relação entre etanol e gasolina ficou em 72,85% - ou seja, desvantagem para o álcool. É, segundo cálculos da Fipe, a maior diferença, contra o combustível verde, desde janeiro de 2003, abaixo do outro pico, de março 2006, quando foi a 71,48%.
A situação tende a mudar, daqui para frente, pois se aproxima o novo período de corte de cana de açúcar. Neste final de entressafra, as chuvas reduziram produção e produtividade, elevando preços. A Fipe espera normalização dos preços e do mercado ao final deste mês e/ou começo de março.
Mais: com a mudança de 25% para 20% no teor de etanol permitido na gasolina, em vigor desde 1º de fevereiro, a Federação Nacional do Comercio de Combustíveis e de Lubrificantes estima que o preço de venda ao consumidor pode subir, pois o governo ainda não alterou os índices que compõem o preço final do produto, especificamente na Cide, como fora informado à mesma época. (leia A QUESTÃO DO ETANOL - 2 .
(02/02/2010)
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