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OUTRA TRISTE QUINTA-FEIRA
Vai entender: em dezembro, as novas encomendas de bens duráveis nos EUA aumentaram 0,3% (tinham caído 0,4% em novembro), informa o Departamento de Comércio. Em 2009, as encomendas tiveram queda de 20,2%, a maior da série iniciada em 1992. E o Departamento do Trabalho informa ter se reduzido em 8 mil solicitações o número de pedidos de auxílio-desemprego na última semana, para um total de 470 mil requerimentos. Nas três semanas anteriores, os pedidos estavam em escalada de alta.
São dois passos da economia norte-americana no caminho de alguma recuperação. Mas as bolsas de valores, em Nova York, não deram muita atenção a essas notícias, atendo-se mais a problemas relacionados ao envolvimento do governo no mercado, via regulações e controles.
Os investidores também não se mostraram muito animados, depois do discurso sobre o Estado da Nação, na noite anterior, em que Barack Obama colocou o aumento do emprego como foco principal de sua política econômica em 2010.
Assim, o ambiente favorável às compras, formado por resultados trimestrais positivos de grandes empresas, foi soterrado pelos dados econômicos consolidados abaixo das expectativas dos analistas. Resultado: com quedas de até 2%, as bolsas de Nova York contaminaram a Bolsa de Valores de São Paulo, cuja manhã fora marcada por tentativas de recuperação. Aqui também o ímpeto comprador esbarrou nas perdas do mercado americano e, por volta das 14h30, o Ibovespa passou a apontar para baixo por algumas horas. Mas reagiu, descolou-se de Wall Street e acabou encerrando a série de cinco pregçoes seguidos de baixa. No dia, alta de 0,80%, aos 65.587 pontos, com giro de R$ 6,4 bi. Mas, na semana, a perda é de 0,96%, e no mês, de 4,38%, o que faz de janeiro o pior mês da bolsa desde outubro de 2008, auge da crise, quanto o índice desabou 24,8%.
Nova York mantinha-se em baixa. Na Europa, as bolsas fecharamn com baixas de mais de 1%; na Ásia, com altas de mais de 1%. Vai entender.
(28/01/2010)
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