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CESTA BÁSICA & SALÁRIO MÍNIMO: DO LEGAL AO NECESSÁRIO



Informa o Dieese: em agosto, os preços da cesta básica mantiveram-se em queda, principalmente os de produtos alimentícios essenciais. Houve recuo em 16 capitais das 17 onde se faz a Pesquisa Nacional da Cesta Básica; só em Porto Alegre houve aumento, de 1,36%. As maiores baixas ocorreram em Natal (-6,39%) e no Recife (-6,28%); as menores, em Florianópolis (-0,08%), Goiânia (-0,49%), Rio (-0,57%) e Curitiba (-0,71%).

A cesta básica de Porto Alegre custou R$ 240,91 em agosto, mais que os R$ 235,65 de São Paulo. As mais baratas foram as de Aracaju (R$ 174,96) e de Fortaleza (R$ 179,50).

Segundo a lei, o salário mínimo deveria bastar para pagar todas as despesas de um trabalhador e sua família com alimentação, moradia, saúde, educação, vestuário, higiene, transporte, lazer e previdência. Considerando a cesta mais cara, o Dieese indica que, em agosto, o mínimo necessário deveria ser de R$ 2.023,89, ou 3,97 vezes o mínimo em vigor, de R$ 510. Em julho, deveria ter sido de R$ 2.011,03 (3,94 vezes mais que o legal). Um ano antes, R$ 2.005,07 (ou 4,31 vezes o mínimo de então, R$ 465,00).

Em agosto, para adquirir uma cesta básica, o trabalhador com mínimo legal precisou de 89 horas e 38 minutos, na média das 17 capitais. No mês, anterior, 91 horas e 50 minutos. Um ano antes, 96 horas e 37 minutos.
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(08/09/2010)