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BIOPEIXE COMEÇA NO CEARÁ



Máquina de biopeixe é o nome do projeto que transforma resto de pescado em biocombustível. Uma dessas máquinas começou a funcionar esta semana em Fortaleza, na Fundação Núcleo de Tecnologia Industrial do Ceará. Lá, resíduos da pesca de tilápia em açudes vão ser transformados em óleo de peixe destinado à produção de biodiesel.

Tripla vantagem
Três vantagens na máquina de biopeixe: destinação mais adequada do lixo da pesca, aumento de renda para os pescadores, aumento de oferta de combustível limpo, dentro do Programa Nacional de Produção e Uso do Biodiesel.

Em escala
A máquina, desenvolvida no Nutec cearense, está em processo de transferência de tecnologia para futura produção em escala comercial. O Banco do Nordeste financiou a pesquisa e acordo entre a Petrobras Biocombustível e o Ministério da Pesca e Aquicultura vai apoiar esse e ouros programas cooperativos com foco no aproveitamento de matéria-prima residual do pescado.

Lixo recolhido
O Brasil é líder mundial da reciclagem de latas de alumínio e quer repetir o desempenho com vidro, plástico e papel. A Secretaria de Serviços e a Autoridade Municipal de Limpeza Urbana (Amlurb), da cidade de São Paulo, instalou diversos Pontos de Entrega Voluntária para receber esses e outros materiais recicláveis.

PEV paulistano
PEV é uma grande caixa verde, em forma de contêiner fechado, com capacidade para 2.500 litros cada. O material depositado é coletado pelas empresas encarregadas pela limpeza pública da cidade e encaminhado para centrais de triagem, onde operam cooperativas conveniadas, que fazem a separação e revenda do material.

Saco vazio
Informa o Instituto Nacional de Processamento de Embalagens Vazias, entidade criada pelos fabricantes de agrotóxicos: janeiro a outubro, seu programa Sistema Campo Limpo (coleta de embalagens vazias de agrotóxicos) encaminhou para depósitos ambientais corretos 31,6 mi toneladas dessas embalagens, volume 6% maior que o do mesmo período em 2011. Desde 2002, quando começou a campanha, foram recolhidas 234,5 mil.

Bituca/adubo 1
A Prefeitura de São Paulo pode começar um serviço de reciclagem de bitucas de cigarro para produção e adubo. As bitucas são recolhidas das ruas, de caixas coletoras, restaurantes, empresas, universidades, centros de exposição etc.

Bituca/adubo 2
A Secretaria Municipal de Coordenação das Subprefeituras estuda o projeto. O serviço é prestado por uma empresa privada e, se for aceito, será levado inicialmente a 20 locais públicos. Segundo a empresa, uma bituca demora até 24 meses para se decompor no ambiente. O processo de transformação em adubo, 15 dias.

NR
Reeditado, com acréscimos




22 novembro 2012

(23/11/2012)