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TAXA DE DESEMPREGO CAI A 5,3%



Boa notícia: a taxa de desocupação de outubro foi de 5,3%, a menor para esse mês em dez anos e até levemente menor que a de setembro (5,4%), informa o IBGE. Mas ficou menor que a de um ano antes (5,8%), ainda em níveis praticamente estáveis.

Desocupados
A população desocupada, 1,3 milhão de pessoas, também parece ser a mesma, tanto em comparação com a de um mês antes como com a de um ano antes, nas regiões metropolitanas pesquisadas (Recife, Salvador, Belo Horizonte, Rio de Janeiro, São Paulo e Porto Alegre).

Ocupados
A população ocupada nessas áreas, 23,4 milhões, foi quase 1% maior que a de setembro e 3% maior que a de outubro 2011, o que significa que 684 mil pessoas encontraram alguma ocupação nesse intervalo de 12 meses.

Carteira assinada
São 11,5 milhões os trabalhadores com carteira assinada no setor privado, praticamente o mesmo número de setembro e 3,2% mais que um ano antes. Nesse período, foram assinadas 356 mil carteiras de trabalho.

Ordenado
Em outubro, o rendimento médio real habitual dos ocupados foi de R$ 1.787,70, o mais alto desde março e quase o mesmo de setembro, mas 4,6% maior que o de outubro do ano passado.

Ordenados
Subiu a R$ 42,2 bi a massa de rendimento real habitual dos ocupados, 1,6% mais que em relação e 7,9% mais que em outubro 2011.

Mais da metade
O nível de ocupação (proporção de pessoas ocupadas em relação às pessoas em idade ativa) foi estimado em outubro em 55,0% (54% um ano antes).

Mais contratações 1
Comparando outubro deste ano com o do ano anterior, aumentou o emprego nos setores da construção (8,5%), educação saúde, administração pública (4,8%), comércio, reparação de veículos automotores e de objetos pessoais e domésticos e outros serviços (ambos 4,0%). Ficou praticamente na mesma o emprego na indústria (0,9%) e em serviços a empresas (0,7).

Mudando de emprego
Detalhe: caiu o número de domésticos (-1,6%), o que parece indicar troca desse serviço por empregos em outras atividades. Em um ano, deixaram de ser empregadas domésticas 25 mil pessoas.

Mais contratações 2
De um outubro para outro, os setores da educação, saúde e administração pública contrataram 177 mil pessoas nas regiões pesquisadas pelo IBGE, seguindo-se, como principais empregadores, comércio (167 mil), outros serviços (161 mil), construção civil (144 mil). Em menor escala, a indústria (32 mil) e os serviços a empresas (27 mil).

Os mesmos direitos 1
A Câmara dos Deputados aprovou (359 x 2) a extensão de direitos trabalhistas da CLT a empregados domésticos, além dos já concedidos (férias, 132º salário e licença maternidade). Se for aprovada em segundo turno, a proposta de emenda constitucional dará a esses trabalhadores direitos como jornada de trabalho de 8 horas diárias (44 horas semanais) e pagamento de horas extras.

Os mesmos direitos 2
Outros, como FGTS, seguro contra desemprego e acidentes de trabalho, direito a creche e pré-escola para filhos e dependentes até seis anos de idade, adicional noturno e salário família, dependerão de regulamentação.

Os mesmos direitos 3
Segundo o IBGE, 7,2 milhões de brasileiros eram empregados domésticos em 2009, representando 7,8% do total das ocupações - a maioria (93%), mulheres.

Novo salário mínimo
O Executivo enviou ao Legislativo os novos parâmetros econômicos para o Orçamento da União em 2013. Com a revisão do INPC de 5% para 5,63%, o valor do salário mínimo previsto para vigorar em 1º de janeiro passou de R$ 670,95 para R$ 674,95.

Novos parâmetros
Na atualização dos parâmetros econômicos, caiu a estimativa para da Selic média neste ano de 8,86% para 8,52% ao ano, e de e 8,03% para 7,28% em 2013 no próximo ano. A previsão de crescimento da massa salarial passou de 10,87% para 12,37%. O impacto do novo mínimo sobre os gastos previdenciários e assistenciais será de R$ 1,243 bi.






21 novembro 2012

(22/11/2012)