.
NA BANDA CAMBIAL



O dólar entrou em fevereiro outra vez em viés de baixa, depois de fechar janeiro quase batendo com a cara e a coroa na marca de R$ 1,90. Caiu 1,27%, a R$ 1,86, mas no ano, ainda desfila alta de 6,8%.

Para alguns analistas, essa revalorização de mercado é de caráter sazonal. São as contas de chegar da virada de ano: ampliação das remessas de lucro das empresas estrangeiras, acertos de caixa das empresas brasileiras, com suas dívidas lá fora, compras atiçadas das férias de verão fora do país, antecipação defensiva de importações e rebrota das operações em bolsa com derivativos cambiais de bancos e de empresas.

Mesmo assim, os analistas apostam em teto de R$ 1,90 para 2010, com piso de R$ 1,70.

Uma banda cambial que teria como cotação de equilíbrio um dólar a R$ 1,80 na média do ano. Essa estabilidade tem a ver com o novo regime de registro obrigatório de todos os derivativos de câmbio fechados no Exterior. Uma transparência por decreto que vai permitir ao Banco Central uma clara separação entre derivativos de proteção e derivativos de mera especulação.

Isso vai realmente contribuir para a estabilização da taxa flutuante, que vai continuar flutuando, mas na banca cambial de mercado, entre R$ 1,79 e R$ 1,90.

Assim seja.

(01/02/2010)