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A QUESTÃO DOS PROFISSIONAIS
Sobre a falta de profissionais capacitados, comentários da pernambucana Maria Paiva e do goiano Eli Perez, e também da paulista Silvia.
Para Maria Paiva, gerente de um escritório de Engenharia em Joaboatão (PE), "esse déficit, especialmente de engenheiros, é atribuído ao fato de nosso país não formar um número compatível com as necessidades. Ou serem mal formados em universidades, cujos cursos têm condições precárias de ensino. Por isso, a atual importação. O que nenhum jornal procurou fazer, até agora, para ver o real motivo disso, foi saber diretamente desses profissionais jovens, que estão saindo das faculdades ou nelas formados há dois ou três anos, se o problema é apenas a má formação. Pelo que temos conhecimento, muitos jovens recém formados se decepcionam com o salário de mercado, até para quem tem certa experiência. Por isso, muitos deixam a profissão para a qual se formou e fazem concurso para outras funções ou vão para o exterior em busca de oportunidades. Temos muitos exemplos, por aqui", conclui.
Silvia Andrea Baricatti Nascimento< de São Paulo (SP), entra na roda e, considerando ser "imensa a quantidade de profissionais qualificados (com pós-graduação, mestrado, etc) desempregados no Brasil", sugere que a imprensa "verifique se os alunos dos cursos de qualificação para trabalhar na indústria de petróleo e gás (Prominp) estão sendo realmente procurados pelas empresas do setor ou se esse foi um programa criado para disfarçar alguma falcatrua, que deve envolver dinheiro público". Ela avisa: "falo com conhecimento de causa, pois sou engenheira mecânica formada em 1986 pela FEI, e passei recentemente por um curso do Prominp na Poli/ USP e vivi a triste realidade de conhecer muitos e muitos bons engenheiros desempregados".
E
Eli Campos Perez, de Catalão (GO), lamenta o que considera despreparo de alunos "nem como estudantes e muito menos sua complementação como pessoas éticas e bons profissionais. Que se dirá excelentes. Enquanto os alunos forem aprovados apenas por notas e presença em sala e não por conhecimento adquirido, continuaremos a viver esse apagão intelectual e profissional. A ética é inerente a esse processo".
Na mesma linha, o comitê de greve dos servidores das unversidades estaduais paulistas enviou ao site Comunicado à Imprensa, nestes termos: "O movimento de greve que está sendo desencadeado entre os servidores das Universidades Estaduais Paulistas (USP, Unesp e Unicamp) deve-se, principalmente, ao fato de, este ano, o Conselho de Reitores das Universidades Estaduais Paulistas ter resolvido conceder reajuste salarial diferenciado para docentes e servidores técnico-administrativos (5,96% para docentes, 6,57% para todos os servidores). Com isso, os docentes somaram os reajustes (12,91%), mas a categoria dos técnico-administrativos ficou apenas com 6,05%. Sugere-se consulta ao http://www.usp.br/cruesp/?q=node/8. Desde 2007.
(25/05/2010)
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