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OUTUBRO TERMINA COM BONS SINAIS



Dois indicadores divulgados nesta quinta, 1º de novembro, mostram evolução positiva em outubro: alta de 10,5% no Indicador de Movimento do Comércio sobre o de um ano antes e alta de 49,8 para 50,2 pontos no Índice Gerente de Compras, na passagem de setembro para o mês passado, indicando que a recuperação econômica ganha corpo, ainda que o nível de atividade econômica permaneça relativamente modesto em termos absolutos .

O IMC foi divulgado pela Federação das Associações Comerciais do Estado de São Paulo e o IGC (PMI, na sigla em inglês), pelo HSBC com a consultoria internacional Markit .

Em outubro, a indústria teve "crescimento da produção, em sintonia com a expansão do volume de novos pedidos. Por outro lado, o volume de novos pedidos para exportação caiu pelo décimo nono mês consecutivo", diz nota do HSBC, apresentando o o Índice Gerente de Compras mensal.

Corte no emprego foi registrado mais uma vez, pois as empresas tentam reduzir custos, ante a elevação dos preços de insumos (entre eles, produtos petroquímicos). Isso leva a nova alta dos preços cobrados. "embora a ritmo mais lento que o dos custos de compra. Ao mesmo tempo, tanto os estoques de pré-produção quanto os de produtos finais foram reduzidos". A alta de preços industriais em outubro foi a menor desde junho.

Aplicadas as sazonalidades de praxe, o IGC/PMI de outubro ficou em 50,2 pontos - dado importante, pois marcas acima dos 50 pontos indicam expansão. E, abaixo, contração, como os 49,8 pontos de setembro. Os analistas concluem, assim, haver sinais de avanço "na saúde do setor. As condições operacionais melhoraram pela primeira vez desde março, ainda que por uma fração apenas".

A produção industrial se expandiu, com o maior índice em sete meses, ainda que a taxa continue modesta. Os volumes de pedidos recebidos também aumentaram, pela primeira vez desde março, embora apenas marginalmente.

Caiu novamente o volume de novos pedidos para exportação caiu mais uma vez, na 19ª contração mensal, efeito da crise econômica europeia.

Os estoques de pré-produção das empresas do setor industrial no Brasil caíram pelo 17º mês, com 7% dos entrevistados indicando redução nas compras. Os estoques de produtos finais também caíram, mas bem menos, e os de bens finais seguem em baixa, há 14 e meses.

Os prazos de entrega dos fornecedores aumentaram, pela 10ª vez - agora, por condições insatisfatórias em algumas estradas e por atrasos nas entregas das mercadorias importadas.

Melhora no comércio
Em outubro, aparecem os primeiros efeitos dos estímulos monetários da queda da taxa de juros, diz nota da Facesp, com expectativa de que estes "permaneçam por um tempo suficientemente prolongado para consolidar a recuperação da economia no final do ano e ao longo de 2013".

O IMC mede as vendas a prazo(alta de 10,5% em outubro) e o Indicador de Consultas de Cheque, das vendas à vista, avançou 5,7%, segundo dados da administradora do Serviço Central de Proteção ao Crédito (SCPC).

Na comparação outubro/outubro, o Indicador de Registro de Inadimplentes (registros recebidos/carnês em atraso) aumentou 7,5% este ano, enquanto o Indicador de Recuperação de Crédito (registros cancelados/renegociações de crédito) crescia bem mais, 24,8%. A recuperação de crédito continua sendo impulsionada pelas fortes campanhas de renegociação, diz a nota.

No mês, o IMC teve alta de 13,4% e o ICH, de 19,9%, favorecidas pelo Dia das Crianças e pelo efeito calendário de dois dias úteis a mais, este ano. O numero de inadimplentes cresceu 5,1% no mês, e o de recuperação caiu 3,1%. A queda é explicada, na nota, "pela forte base de comparação do mês de setembro (mês de início das campanhas de renegociação de dívida e também mês da primeira parcela do 13º dos aposentados)".

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(01/11/2012)